Clique e Assine VEJA SAÚDE por R$ 9,90/mês
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde
Continua após publicidade

O preço da dor

Especialista esmiúça o impacto das dores crônicas no bolso dos cidadãos e do país

Por João Paulo dos Reis Neto*
Atualizado em 4 abr 2019, 14h24 - Publicado em 20 fev 2018, 13h28

O número é expressivo: 30% da população mundial tem algum tipo de dor crônica segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por dor crônica, entende-se aquela que persiste por um tempo razoável para uma cura possível ou, ainda, aquela associada a um problema de saúde que dure, de maneira contínua e recorrente, mais que três meses.

A mais comum de todas as dores crônicas é a cefaleia, a famosa dor de cabeça. Trata-se, na verdade, de uma dor de cabeça muito maior do que imaginamos, em vários sentidos.

Começamos por quem sofre com a dor, o paciente. Os problemas vão além do impacto na qualidade de vida em curto, médio e longo prazo. A conta com remédios, consultas e serviços hospitalares e ambulatoriais pode chegar a R$ 56 milhões por ano! Isso porque pessoas com dores crônicas usam, em média, 2,6 mais vezes os serviços médicos do que aquelas livres do transtorno.

Uma pesquisa desenvolvida pela Capesesp – Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde, operadora de planos de saúde sem fins lucrativos filiada à Unidas (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde), aponta que os pacientes com dor crônica geram uma despesa anual per capita de R$ 3.126,23 — mais que o dobro do indivíduo sem queixas de dor (R$ 1.241,57).

Continua após a publicidade

A dor crônica também tem impacto nas despesas referentes a reembolsos de medicamentos. No levantamento, pelo menos 36% dos remédios reembolsados eram produtos comumente utilizados para o alívio da dor. Desse total, 10,5% eram anti-inflamatórios não esteroides; 9% antiepilépticos; 7,3% analgésicos não opioides; 4,4% ansiolíticos; 3,8% antidepressivos; e 1% neurolépticos.

A principal queixa apontada pelos participantes da pesquisa foi a tão popular dor de cabeça, citada por 22 718 indivíduos (48,9%). Relatos de dor no peito foram mencionados por 7.396 beneficiários pesquisados (15,9%).

De acordo com a própria OMS, a dor crônica pesa na economia doméstica e nacional. Boa parte dos pacientes torna-se parcial ou totalmente incapacitado, de maneira transitória ou permanente, comprometendo a qualidade de vida e a renda familiar.

Continua após a publicidade

Dentre os fatores que contribuem para o crescimento na incidência da dor crônica, podemos destacar: o envelhecimento da população, a mudança de hábitos, a presença de doenças crônicas e o aumento da sobrevida por males antes fatais, em especial o câncer — quase a totalidade dos pacientes sente dor em alguma fase do tratamento.

Por isso, cabe a nós, gestores da saúde, encontrar caminhos para aliviar a dor. A dos pacientes e a dos custos gerados por esse problema tão frequente.

* João Paulo dos Reis Neto é médico, presidente da Capesesp e vice-presidente da Unidas – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.