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A tecnologia pode transformar a vida de quem sofre com dores crônicas?

Médico fala de opções modernas para lidar com dores incapacitantes e persistentes

Por Marcelo Valadares, neurocirurgião*
9 dez 2022, 09h12

Segundo a Sociedade Brasileira de Estudo da Dor (SBED), cerca de 60 milhões de pessoas (o que corresponde a 37% da população do país) relatam ter dor crônica. Embora nem sempre seja uma condição de saúde visível, é importante enfatizar que somente quem sente esse tipo de dor pode dizer como o incômodo impacta seu cotidiano.

Entender o desgaste físico e emocional causados por ela e acolher o paciente, entretanto, é um dever do profissional que o atende.

Clinicamente, chamamos de crônica a dor incapacitante e que persiste por mais de três meses. Muitas vezes, mesmo após um tratamento multidisciplinar adequado, as medicações utilizadas a longo prazo podem perder o efeito gradativamente. Felizmente, hoje isso não é um motivo para preocupação.

Além de tratamentos baseados em bloqueios de nervos e infiltrações com anestésicos, existem ainda opções cirúrgicas promissoras muito avançadas e seguras, como a estimulação cerebral ou medular – chamadas de neuromodulação, elas são capazes de mudar a forma como os neurônios transmitem a dor. Quando bem indicadas, são ideais para casos mais extremos.

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Nesse tipo de procedimento, um equipamento é implantado na coluna do paciente (ou, ainda, em outras regiões do corpo, conforme o caso, que é
avaliado individualmente). O neuroestimulador é, portanto, um dispositivo tecnológico que é introduzido por meio de um processo cirúrgico
minimamente invasivo, e que envia impulsos diretamente para o local lesionado – daí porque é tão assertivo no tratamento de dores crônicas.

Os aparelhos funcionam como computadores ligados a eletrodos: pequenos fios permanecem totalmente implantados no corpo da pessoa e têm o poder de alterar totalmente a forma como a dor é percebida ou até mesmo bloqueá-la, em alguns casos, levando a um alívio importante e duradouro.

Para avaliar se a pessoa é candidata ao procedimento, é preciso que a dor do paciente tenha algumas características que demonstrem acometimento de nervos ou do sistema nervoso. Um exemplo são as dores na região lombar (lombalgias), que podem acometer alguém após uma cirurgia de coluna.

+ Leia também: Exercícios para quem sofre de dores de cabeça

Quando se fala em cirurgias de forma geral, muitas pessoas se assustam, mas não há motivos para isso. Todo o processo de implantar um dispositivo como esse é muito simples, do pré ao pós-operatório.

Tenho pacientes que, após poucos meses de ajustes na programação do dispositivo, se dão conta de que não sentem mais as terríveis dores. Em casos assim, a tecnologia se mostra uma verdadeira aliada da medicina, e pode transformar vidas.

Enfatizo sempre em meu consultório que o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar é de extrema importância. Afinal, a cirurgia em si, é apenas uma das etapas para a solução de um problema desgastante. O paciente precisa de acolhimento e, sobretudo, de profissionais que entendam suas particularidades.

Se você sofre de dores crônicas, saiba que é, sim, possível ter de volta sua qualidade de vida. Se seu problema persiste, busque ajuda: procure um grupo de tratamento da dor ou um profissional especializado.

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*Marcelo Valadares é neurocirurgião, médico da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Hospital Israelita Albert Einstein.

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