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Os perigos da dieta paleolítica

Em estudo com cobaias, ela gerou aumento de peso e elevou o risco de diabete

Por Thiago Nepomuceno - Atualizado em 27 out 2016, 18h42 - Publicado em 24 fev 2016, 16h00

Há milhares de anos, a dieta do homem era completamente diferente. Nossos antepassados sobreviviam apenas da caça e da coleta de vegetais, como frutas e tubérculos. Comidas processadas, açúcar e óleos refinados? Ninguém sabia o que era isso. E há quem defenda que, para ter saúde de ferro, deveríamos comer como nossos ancestrais – isso porque os genes não estariam preparados para lidar com os alimentos disponíveis atualmente. É a chamada dieta paleolítica, que vem ganhado vários adeptos ao redor do mundo. Mas será que ela é vantajosa? Segundo pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, esse cardápio pode é trazer prejuízos. 

Os cientistas selecionaram ratos com sintomas de pré-diabete e ofereceram a eles uma alimentação inspirada na época das cavernas. Ou seja, a dieta continha mais gordura do que o considerado adequado –  devido basicamente à alta ingestão de carnes – e menos carboidrato. Para servir de controle, o outro grupo de ratinhos continuou com seus hábitos alimentares convencionais. 

O resultado é preocupante. Depois de oito semanas, os roedores se tornaram mais intolerantes à ação da insulina e engordaram cerca de 15%. Essas mudanças elevam o risco de desenvolver hipertensão, problemas ósseos, artrite e diabete. Apesar de a pesquisa ter sido realizada em ratos, o recado é claro: evite seguir modismos alimentares. A melhor opção para quem deseja acertar a dieta é consultar um nutricionista. 

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