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Suplemento alimentar: não compre em qualquer canto

Pesquisadora examina produtos vendidos no mercado paralelo e flagra substâncias não permitidas por aqui

Por Thaís Manarini - 21 abr 2020, 11h51

Sabe aqueles suplementos alimentares (de vitaminas, minerais e afins) que você não acha nas farmácias ou lojas mais conhecidas, mas sim em redes sociais e sites que agregam diferentes vendedores? Passe longe deles. A farmacêutica Thaís Dal Molin, da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, adquiriu cerca de 44 produtos que chegam ao Brasil de forma clandestina e identificou, em 16%, irregularidades de acordo com a nova legislação da Anvisa sobre essa classe.

“Em duas amostras encontrei anabolizantes”, nota Thaís, lembrando que eles são proibidos nesse tipo de produto. Sem falar que podem trazer sérios problemas à saúde. Para piorar, mais de 98% dos suplementos tinham alegações irregulares na embalagem, como “emagrecedor”.

Consumo consciente

Antes de adquirir cápsulas, sachês e por aí vai, visite o médico ou nutricionista. Afinal, o profissional deve avaliar sua dieta e outras questões. “Muita gente acha que não há riscos em usar suplemento de vitaminas ou minerais. Mas eles podem interagir com remédios”, exemplifica Thaís. Com a prescrição em mãos, a biomédica sugere buscar lojas autorizadas, verificar se o rótulo está em português e evitar itens ditos milagrosos.

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