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O novo poder do guaraná

O efeito estimulante não é o único atributo do fruto, não. Pesquisa revela seu potencial de proteger o sistema cardiovascular

Por Thaís Manarini Atualizado em 29 nov 2018, 10h56 - Publicado em 21 nov 2016, 09h50

O frutinho típico da Amazônia tem tanta catequina quanto o chá verde, um reduto clássico dessa substância famosa pela sua ação antioxidante – ou seja, ela ajuda a blindar as células do corpo. Para botar à prova essa qualidade do guaraná, pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo pediram a 12 voluntários que consumissem 3 gramas do fruto em pó diluídos em 300 mililitros de água por 15 dias.

Eles notaram, entre outras coisas, que uma hora após a ingestão da bebida houve um incremento na atividade de enzimas antioxidantes. “E isso se manteve até o dia seguinte”, conta a química Lina Yonekura, professora da Universidade de Kagawa, no Japão, e uma das autoras do experimento. A mudança deixou, por exemplo, o colesterol LDL mais resistente à oxidação. “E sabemos que essa partícula oxidada está envolvida na formação de placas nas artérias e, assim, no maior risco de doenças cardíacas”, esclarece Lina.

  • Os refrigerantes de guaraná têm um teor pequeno do extrato do fruto, além de muito açúcar. Logo, não adianta buscar os benefícios ali

    E as cápsulas?

    Elas são úteis, já que se dissolvem rápido no estômago, liberando o guaraná em si. Mas, antes de sair recomendando o pó do fruto para a população, os cientistas acham essencial fazer mais estudos.

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