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Menos sódio nos industrializados, menos males cardíacos

Levantamento atesta importância de rever a fórmula de alimentos processados

Por Thaís Manarini
Atualizado em 4 dez 2021, 09h05 - Publicado em 4 dez 2021, 09h05

Depois de um pacto voluntário com o Ministério da Saúde, empresas vinculadas à Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) fizeram reduções no teor de sódio em várias categorias alimentícias entre 2011 e 2017.

Cruzando essas mudanças com dados do IBGE sobre a dieta do brasileiro, o biólogo Eduardo Nilson, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP), descobriu o seguinte: até 2032, a medida tende a evitar 180 mil casos de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC.

Além disso, cerca de 2,6 mil mortes por males do tipo podem ser poupadas. “Esse número sobe para 14 mil se considerarmos outros problemas causados pelo abuso de sódio”, conta Nilson. “É bastante coisa, mas devemos avançar na redução, inclusive aprimorando esse acordo”, analisa o pesquisador.

  • Olho nos rótulos: o limite de sódio por dia é 2 000 mg, o que representa 5 g de sal.

Sal na comida ainda é a maior preocupação

Embora o consumo de industrializados venha aumentando por aqui, Nilson conta que as fontes mais relevantes de sódio na rotina do brasileiro ainda são o sal de cozinha e os temperos à base de sal. Mais de 70% do mineral ingerido ao dia vem dessa dupla. “Eles são necessários para preparar as refeições, mas é preciso usar com moderação”, aconselha o profissional da USP.

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