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Cirurgia preserva fertilidade de mulheres em tratamento do câncer

Procedimento inédito permite transpor temporariamente os órgãos reprodutivos no abdômen para que a radioterapia não comprometa útero, ovário e vizinhanças

Por Da Redação
13 dez 2022, 13h11

Além das inquietações normalmente desencadeadas quando se recebe o diagnóstico de um câncer, as pacientes em idade fértil com a doença na região pélvica enfrentam uma preocupação extra: o risco de não poder engravidar depois de tratadas. Isso porque uma das indicações nesses casos é a radioterapia, capaz de danificar ovários e útero durante o ataque ao tumor.

“Com o crescimento nos casos de câncer no intestino em jovens e o aumento na idade da primeira gravidez, cada vez mais mulheres sofrem de infertilidade em função do tratamento, sem contar que, devido à radiação utilizada, o útero pode perder a capacidade de levar adiante uma gestação”, observa o cirurgião oncológico Reitan Ribeiro, do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba.

“Embora a coleta de óvulos seja possível para posterior fertilização in vitro, esse procedimento é de alto custo e não está disponível no SUS”, acrescenta. Para ajudar essas mulheres, Ribeiro desenvolveu um procedimento cirúrgico que resguarda os órgãos reprodutivos. O trabalho é o vencedor da categoria Inovação em Tratamento do 5° Prêmio Dasa de Inovação Médica com VEJA SAÚDE.

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A técnica consiste em transferir toda a estrutura formada por útero, ovários e afins para o abdômen superior durante o tratamento do câncer. Para o estudo de viabilidade, foram selecionadas mulheres com câncer pélvico não ginecológico, que passaram pela cirurgia de transposição uterina antes de iniciarem as sessões de radioterapia.

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Encerrado o tratamento, elas voltaram à sala de operação para que os órgãos fossem recolocados na pelve. E deu certo!

“A cirurgia pode ser implementada em qualquer hospital de médio porte. Esperamos que em breve ela seja incorporada ao tratamento do câncer fora do protocolo de pesquisa e oferecida pelo SUS”, diz Ribeiro.

Trabalho vencedor: Transposição uterina: estudo de viabilidade
Autores: Reitan Ribeiro, Rene Pareja, Glauco Baiocchi e José Clemente Linhares.
Instituições: Hospital Erasto Gaertner (PR), A.C.Camargo Cancer Center (SP), Instituto Nacional de Cancerologia (Bogotá/Colômbia) e Clínica de Oncologia Astorga (Medellín/Colômbia).

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