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Uma seleção de livros que falam de ciência, história e bem-estar

VEJA SAÚDE leu e indica: confira lançamentos do mercado editorial brasileiro que merecem estar em sua biblioteca

Por Diogo Sponchiato Atualizado em 29 out 2021, 15h33 - Publicado em 29 out 2021, 12h15

Vacina para Covid-19, burnout, negacionismo científico, culinária brasileira… Esses são alguns dos temas de livros recém-lançados no país que, de uma forma ou de outra, trazem histórias e análises que dizem respeito ao nosso bem-estar e à nossa nutrição física e intelectual. Sentamos no sofá para devorá-los e agora fazemos uma seleção de indicações de novas leituras para você.

capa do livro história de uma vacina
Foto: Intrínseca/Divulgação

História de uma Vacina
Autora: Sue Ann Costa Clemens
Editora: Intrínseca
Páginas: 208

A infectologista Sue Ann Costa Clemens foi figura central na batalha contra a Covid-19 ao trazer e encabeçar os estudos com a vacina de Oxford/ AstraZeneca no Brasil, abrindo caminho ao uso do imunizante pela nossa população. Nesta obra, a médica brasileira e referência internacional em vacinologia resgata sua trajetória – que envolve, entre outros feitos, uma pesquisa gigante para testar e validar uma vacina para rotavírus – e relata os bastidores do desenvolvimento e da avaliação do imunizante contra o coronavírus por aqui. Essa é uma história que engloba vocação, ciência de ponta, financiamento privado e público e uma nova mentalidade e infraestruutra para combater doenças infecciosas e epidêmicas.

capa do livro não aguento mais não aguentar mais

Não Aguento Mais Não Aguentar Mais
Autora: Anne Helen Petersen
Editora: Harper Collins
Páginas: 336

Os millennials, aqueles nascidos entre 1981 e 1996, são a geração que mais sofre com o burnout. Em busca dos porquês, a jornalista Anne Helen Petersen, ela mesma uma millennial vítima do esgotamento físico e mental ligado ao trabalho, foi atrás de pesquisas e teóricos, entrevistou dezenas de americanos e armou uma reflexão sobre como o mundo que construímos tem sido propício à exaustão. Condições precárias de trabalho, abuso dos recursos digitais, diluição da fronteira entre emprego e lazer, mantras como o de só trabalhar com o que se ama, um prato cheio para frustrações… Tudo isso está no radar da escritora, que advoga mudanças políticas e sociais para lidar com o boom do burnout.

foto da capa do livro formação da culinária brasileira
Foto: Editora Fósforo/Divulgação

Formação da Culinária Brasileira
Autor: Carlos Alberto Dória
Editora: Fósforo
Páginas: 264

Nem a miscigenação entre índios, negros e brancos nem a divisão geopolítica por regiões dão conta de explicar a complexidade da cozinha brasileira. Partindo dessa premissa, o expert em sociologia da alimentação Carlos Alberto Dória analisa, nos ensaios deste livro, as raízes da(s) nossa(s) culinária(s), os mitos criados em torno dela(s) e ingredientes para a renovação da gastronomia nacional. Ao rever desde formulações de autores clássicos como Gilberto Freyre e Câmara Cascudo até ideias do chef espanhol Ferran Adrià, o professor esboça modelos de divisão e compreensão da nossa culinária, critica noções mais turísticas do que históricas divulgadas por aí e discute o nosso futuro gastronômico. Além desta obra, a Fósforo publica nova edição de A Culinária Caipira da Paulistânia, assinada por Dória e o chef Marcelo Corrêa Bastos.

capa do livro contra a realidade
Foto: Editora Papirus/ 7 Mares/Divulgação

Contra a Realidade
Autores: Natalia Pasternak e Carlos Orsi
Editora: Papirus/ 7 Mares
Páginas: 192

O que a evolução das espécies, as vacinas, o formato do globo terrestre, o aquecimento climático e o holocausto judaico têm em comum? Todos são vítimas do negacionismo. Em um período desafiador para a ciência, em que teorias da conspiração e fake news se multiplicam pelas redes sociais defendendo de terra plana ao perigo dos imunizantes, a microbiologista Natalia Pasternak e o jornalista Carlos Orsi investigam as origens do negacionismo moderno e seus graves desdobramentos, inclusive na saúde pública, demolem suas teses anti-históricas e anticientíficas e debatem a importância de nos vacinarmos contra esse fenômeno que ganhou, na internet, um terrível alto-falante.

capa do livro a economia da vida
Foto: Autêntica/Divulgação
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A Economia da Vida
Autor: Jacques Attali
Editora: Vestígio
Páginas: 240

O ensaísta e professor francês Jacques Attali faz um inventário dos erros e acertos no combate à pandemia da Covid-19, trazendo a China como um exemplo das falhas no início da crise e a Coreia do Sul como um ícone do que todas as nações deveriam ter feito desde o começo da emergência global. Mas vai além: procura examinar as dificuldades impostas pelo isolamento social e as ameaças da intervenção de políticos populistas e sem amparo técnico na gestão do problema, bem como sua conexão com a desigualdade de renda e a devastação ecológica que assolam o planeta. Uma reflexão que tem tudo a ver com nosso futuro – e demanda a gestação de um novo modelo de política e economia.

capa do livro a vida dos estoicos
Capa: Intrínseca/Divulgação

A Vida dos Estoicos
Autores: Ryan Holiday e Stephen Hanselman
Editora: Intrínseca
Páginas: 400

O que ideias de filósofos que viveram há mais de 2 mil anos têm a ver com o nosso bem-estar? Mais do que se imagina. Pois prepare-se para conhecer quem foram os pensadores estoicos e seus ensinamentos nesta obra que passeia pelos principais expoentes dessa corrente filosófica originária da Grécia Antiga que prega ação e resiliência diante das vicissitudes da vida. Do precursor helênico Zenão até o imperador romano Marco Aurélio, os autores trazem minibiografias, comentários sobre as obras e feitos atribuídos a esses homens (tem uma mulher no meio!) e insights a partir de suas concepções do mundo. Uma bússola para tempos tão desafiadores como os atuais.

capa do livro fábrica de cretinos digitais
Capa: Autêntica/Divulgação

A Fábrica de Cretinos Digitais
Autor: Michel Desmurget
Editora: Vestígio
Páginas: 352

Como anuncia o título deste livro, aguarde críticas severas, todas embaladas por estudos, à onipresença de celulares, tablets, videogames, redes sociais e companhia na rotina de crianças e adolescentes. O neurocientista francês Michel Desmurget reúne um monte de evidências para condenar o uso abusivo de telas na infância, algo capaz de afetar o desenvolvimento físico, psíquico e social dos pequenos. Questionando a noção difundida de “nativos digitais – crianças que já nascem sabendo mexer no smartphone ou computador –, o professor examina as repercussões da exposição precoce e excessiva no bem-estar dos mais jovens e traça recomendações para prevenir e reverter esse comportamento.

capa do livro o príncipe perfeito e a saúde do reino
Capa: Autografia/Divulgação

O Príncipe Perfeito e a Saúde do Reino
Autora: Priscila Aquino Silva
Editora: Autografia
Páginas: 390

O passado é uma fonte perene para entender como chegamos até aqui e planejarmos um futuro melhor – inclusive em políticas de saúde. Pois a historiadora e jornalista Priscila Aquino Silva faz um retrato do reino português e da prática da medicina no final da Idade Média para analisar o período em que o Estado passa a concentrar em suas mãos a responsabilidade sobre os hospitais e a assistência aos doentes. O príncipe perfeito do título é Dom João II que, junto à esposa, a rainha Dona Leonor, reorganizou a estrutura de atendimento à saúde da população de Lisboa, edificando hospitais de maior porte sob a tutela do governo num percurso em que se misturam poder político e religião.

capa do livro exaustão no topo da montanha
Capa: Planeta/Divulgação

A Exaustão no Topo da Montanha
Autor: Alexandre Coimbra Amaral
Editora: Paidós/Planeta
Páginas: 192

Mais de dois anos vivendo em pandemia têm feito muita gente declarar: “Estou exausta”. Atento a esse cenário de cansaço físico, mental e até espiritual, o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral nos convida a bater um papo com a Exaustão – sim, com inicial maiúscula, porque é ela, em primeira pessoa, que guia a narrativa e as reflexões do novo livro do escritor. Na obra, somos instigados a olhar para dentro e para fora a fim de entender por que sofremos e reclamamos tanto da falta de energia. E, entre conselhos e imagens poéticas, o autor projeta um caminho de convivência mais pacífica com essa sensação, algo inevitável para termos esperança e vivermos melhor.

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