Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Dengue: 2020 deve ter uma média alta no número de casos

Ano passado marcou o segundo pior surto desde 1990 - e, em 2020, temos boa chance de sofrer bastante outra vez. Veja quais regiões podem ser mais afetadas

Por Maria Tereza Santos Atualizado em 27 jan 2020, 19h01 - Publicado em 27 jan 2020, 18h56

Em 2019, o Brasil registrou o segundo maior número de casos de dengue desde 1990 — ano em que a notificação obrigatória começou —, ficando atrás apenas de 2015. E, para 2020, a expectativa não é das melhores. Segundo o coordenador-geral de vigilância em arbovirose do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, teremos uma quantidade de infecções por esse vírus relativamente alta.

Só que, dessa vez, Rio de Janeiro, Espírito Santo e os estados do Nordeste devem ser as regiões mais afetadas, conforme entrevista concedida por Said ao site G1. No ano passado, a maior parte ocorreu em Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

O infectologista Kleber Giovanni Luz, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), concorda. Segundo o especialista, um dos fatores que promove o aumento no número de casos é a troca do subtipo do vírus da dengue predominante.

Veja: há quatro versões desse inimigo da saúde — todas circulam em maior ou menor grau no Brasil. Quando um se dissemina mais e provoca um grande surto, a população naturalmente desenvolve anticorpos contra ele. Com isso, espera-se uma diminuição de sua presença (e dos casos em geral) nos próximos tempos.

Mas, com o passar dos anos e a mudança da população, cai a quantidade de indivíduos imunizados e esse subtipo pode voltar a provocar bastante estrago. É um ciclo.

Continua após a publicidade

Esse fenômeno ajuda a justificar os dados dos boletins epidemiológicos. O Ministério da Saúde listou 239 389 casos prováveis em 2017 e 265 934 em 2018. Já em 2019, o número subiu para incríveis 1 544 987 — nesse ano, o subtipo 2 da dengue, que estava meio sumido, voltou com força.

Mas por que Rio de Janeiro, Espírito Santo e o Nordeste em geral correm um risco adicional? Como nosso país é populoso e tem dimensões continentais, o tipo 2 deve se espalhar por lugares que ainda não foram atacados em peso no ano passado. Além disso, essas regiões apresentam altas temperaturas no verão ficam relativamente perto das regiões mais afetadas no ano passado.

No entanto, Luz relata que há uma preocupação em toda a América Latina. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em 2019 a dengue nas Américas alcançou a maior quantidade de ocorrências da história. Foram mais de 2,7 milhões até o final de outubro.

“O recado é para as autoridades de saúde se prepararem e ativarem os planos de contingência. Já a população precisa combater os criadouros, enquanto os médicos devem se atentar aos sinais de alarme”, conclui o médico da SBI.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação confiável salva vidas. Assine Veja Saúde e continue lendo.

Impressa + Digital

Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao site da Veja Saúde, diariamente atualizado.

Blogs de médicos e especialistas.

Receba mensalmente Veja Saúde impressa mais acesso imediato às edições digitais no App, para celular e tablet.

a partir de R$ 12,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e no app.

Blogs de médicos e especialistas.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)