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Substância de planta inibe progressão de um câncer de mama agressivo

O tumor de mama triplo-negativo, ainda sem tratamento, foi freado pela proteína da semente da árvore tamboril (ou orelha-de-macaco) em estudos iniciais

Por Agência Fapesp
Atualizado em 19 nov 2019, 10h43 - Publicado em 9 out 2018, 17h34

Um dos tumores mais agressivos e para o qual houve menos avanços nos últimos anos, o câncer de mama triplo-negativo ainda não conta com um tratamento específico. Mas uma proteína extraída de sementes da árvore Enterolobium contortisiliquum – conhecida popularmente como tamboril ou orelha-de-macaco – pode ser a esperança para o tratamento dessa doença no futuro.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constataram, em um estudo, apoiado pela Fapesp, que essa molécula é capaz de inibir a metástase do câncer de mama triplo-negativo e de outros tipos de tumor, como o gástrico e o melanoma. Para quem não sabe, metástase é a disseminação da doença para outras partes do corpo.

Os resultados foram apresentados por Maria Luiza Vilela Oliva, professora da Unifesp e coordenadora da pesquisa, em palestra na Fapesp Week Belgium. O encontro, realizado em Bruxelas de 8 a 10 de outubro, reúne cientistas brasileiros e belgas com o objetivo de estreitar parcerias.

“Constatamos que a proteína inibe a invasão, a proliferação e a metástase de tumor de mama triplo-negativo em testes in vitro [em células no laboratório] e, no caso do melanoma, tanto em modelo in vitro como in vivo [em animais]”, disse Maria Luiza, à Agência Fapesp.

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Essa substância, denominada Enterolobium contortisiloquum inibidor de tripsina (EcTI, na sigla em inglês), foi isolada por Maria Luiza durante seu doutorado, no final da década de 1980. A partir daquela época, a cientista começou a tentar isolar outras moléculas similares de sementes de leguminosas da flora brasileira.

Em resumo, ela procurou por proteínas que inibem outras moléculas, essas chamadas de proteases. As tais proteases são enzimas envolvidas em diversos processos biológicos, como inflamação, prevenção e interrupção de sangramentos… e no desenvolvimento do câncer.

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“Temos estudado os efeitos dessas proteínas isoladas de leguminosas em alguns tipos de câncer na tentativa de descobrir novos agentes que possam, se não curar, ao menos ajudar a entender essas doenças”, afirmou Maria Luiza.

As análises indicaram que, além de antitumoral, essas moléculas apresentam propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e antitrombótica. “O câncer, a inflamação e a trombose são patologias que estão de certa forma interligadas. Às vezes, o paciente com câncer pode morrer não pela doença, em si, mas em decorrência de um quimioterápico que pode levar ao desenvolvimento de uma trombose”, avaliou.

Há, no entanto, muito a avançar antes de a proteína da semente do tamboril virar um possível remédio contra o câncer de mama. E cabe ressaltar que não há evidências científicas consolidados do uso da semente em si contra tumores, ok? Nada de espalhar fake news no Outubro Rosa.

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Esta notícia é da Agência Fapesp.

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