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Remédios para hipertensão são proibidos por terem substância tóxica

Quatro empresas que fabricam o medicamento valsartana deverão recolher seus produtos, contaminados com uma partícula que causa câncer e danos no fígado

Por Da Redação Atualizado em 5 dez 2018, 09h59 - Publicado em 23 out 2018, 12h59

Um dos remédios mais tradicionais para o tratamento da pressão alta é a valsartana. Daí a importância de um aviso recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): entre as várias farmacêuticas que produzem esse medicamento contra a hipertensão, quatro devem recolher imediatamente os produtos pela presença de uma substância tóxica, capaz de provocar danos no fígado e até câncer.

As marcas afetadas são a Macleods Pharmaceuticals, a Jubilant Generics, a Mylan Laboratories e a Alembic Pharmaceuticals. Segundo a decisão divulgada no Diário Oficial da União, elas utilizam insumos da empresa chinesa Zhejiang Huahai Pharmaceuticals para produzir os comprimidos de valsartana.

Acontece que, em uma inspeção feita por agências reguladoras europeias, notou-se a presença da substância N-nitrosodimetilamina (NDMA) nesses insumos da fábrica da China. Essa molécula intoxica o fígado – em excesso, ela provoca alterações que levam a danos irreversíveis, câncer, hemorragias e morte.

Essa questão também gerou bafafá fora do Brasil, com grandes recalls de fármacos para hipertensão. Ainda assim, as autoridades afirmam que o recolhimento é preventivo, uma vez que a concentração de NDMA encontrada nas pílulas dificilmente provocaria estragos graves na saúde.

Além disso, não são, nem de perto, todos os remédios à base de valsartana que não poderão ser mais importados, distribuídos e comercializados até sua regularização. Segundo comunicado na Anvisa, são as drogas para pressão alta das empresas que já citamos acima que devem ser evitadas no momento.

A maneira mais segura de proceder é conversar com o seu médico, caso tome valsartana. Mas de maneira alguma interrompa o tratamento, combinado?

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