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Remédio para insuficiência cardíaca é eficaz para pacientes estáveis e instáveis

Estudo divulgado recentemente mostrou que a droga pode funcionar em diferentes graus e estágios da doença

Por André Biernath
Atualizado em 26 out 2016, 10h40 - Publicado em 10 abr 2016, 09h00

Uma pesquisa divulgada no 65ª Sessão Científica do Colégio Americano de Cardiologia, que aconteceu no fim de semana passado, revelou que o fármaco LCZ696, produzido pela farmacêutica Novartis, pode beneficiar pacientes com insuficiência cardíaca estável, quando o quadro está sob controle, e aqueles com a doença instável, que foram internados nos últimos três meses. A análise ainda revelou que o uso do fármaco derruba em 20% as mortes por piripaques cardíacos e as taxas de hospitalização. 

Na insuficiência cardíaca, o coração não consegue mais bater com força suficiente para bombear o sangue para todo o corpo. De acordo com as últimas estimativas da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 6 milhões de brasileiros têm o problema. 

O estudo clínico apresentado nos Estados Unidos foi o maior já realizado sobre a insuficiência cardíaca e reuniu mais de 8 400 voluntários. Uma parte deles usou o LCZ696, enquanto a outra metade se valeu do tratamento atual, à base dos inibidores da enzima conversora de angiotensina, classe medicamentosa conhecida pela sigla IECA. 

Leia mais – Insuficiência cardíaca: quando a máquina quer pifar

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O trabalho mostrou que, mesmo nos pacientes estáveis, o risco de uma encrenca cardiovascular grave é bem alto. Cerca de 20% deles morreram em decorrência de um infarto. Desses, em 51% o ataque cardíaco foi o primeiro evento mais agudo da insuficiência. O novo remédio ajudaria a evitar esses casos extremos. Nos indivíduos instáveis, o benefício foi similar.

O LCZ696 é considerado um dos maiores avanços da área de cardiologia dos últimos 30 anos. Ele é administrado por meio de comprimidos, que devem ser tomados duas vezes ao dia. A droga reduz os níveis de angiotensina, substância que, em excesso, faz os vasos sanguíneos se apertarem. Além disso, ela estimula a liberação de proteínas que protegem o coração. Já aprovado em mais de 50 países, a expectativa é que o medicamento seja liberado no Brasil no comecinho de 2017. 

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