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Plantas amazônicas podem combater doenças como obesidade e diabetes

Descobertas recentes reforçam o potencial terapêutico da biodiversidade nacional no tratamento de problemas comuns entre os brasileiros

Por Chloé Pinheiro Atualizado em 4 mar 2021, 12h22 - Publicado em 26 jan 2021, 09h42

Há mais de uma década, o farmacêutico Emerson Silva Lima, professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), se dedica a estudar o papel das plantas amazônicas no tratamento de doenças comuns no país, como hipertensão, obesidade e diabetes. No último congresso da Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas, ele apresentou um apanhado de resultados positivos do seu trabalho.

“Temos um amplo conhecimento popular e histórico de pesquisa, mas infelizmente se trata de um campo pouco explorado pela indústria, até pela insegurança jurídica trazida por mudanças constantes na legislação”, explica Lima.

Ainda que várias plantas já estejam em teste, estima-se que a maior parte das espécies amazônicas com potencial terapêutico não foi nem sequer identificada.

Quatro promessas que podem virar remédio

Protium heptaphyllium (breu-branco): A amirenona, um dos compostos da planta, demonstrou controlar a obesidade em ratos e já atraiu interesse da indústria.

Eugenia punicifolia (pedra ume-ca-á ou cambuí): Uma das espécies conhecidas como insulina vegetal, apresenta moléculas com ação comprovada no controle da glicose e da pressão arterial.

  • Copaifera multijulga (copaíba): O óleo é usado popularmente como anti-inflamatório cutâneo, e demonstrou efeitos contra a artrite em camundongos.

    Salacia impressifolia (cipó-tuira): Investigado contra o diabetes, o cipó ainda tem uma substância que demonstrou ação antitumoral em experimentos com células isoladas.

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