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Nova estratégia para reduzir as mortes na UTI

Estudo pioneiro liderado pelo Brasil deve acabar com um dos procedimentos mais comuns entre pacientes de alto risco

Por André Biernath - Atualizado em 9 Jan 2018, 17h02 - Publicado em 10 Dec 2017, 10h36

Cerca de 15% dos indivíduos encaminhados para UTIs desenvolvem a Síndrome de Angústia Respiratória Aguda (Sara). Nela, os pulmões deixam de funcionar direito  e metade dos doentes morre pela crise de falta de oxigênio.

Um respirador mecânico sempre foi a saída para dar suporte nesses casos. Os médicos recorrem ao dispositivo para entubar o paciente e realizar uma manobra em que se eleva a pressão de ar por alguns minutos, numa tentativa de fazer os órgãos voltarem a trabalhar. Mas uma pesquisa com 1 013 acamados em nove países descobriu que essa estratégia, além de pouco efetiva, aumenta o risco de óbito em 20%.

“O achado tem um impacto imenso e vai modificar os cuidados atuais nas UTIs”, diz o médico intensivista Alexandre Biasi Cavalcanti, do Hospital do Coração (SP), coordenador da investigação.

Infográfico: Mayla Tanferri e Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital
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