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Fraturas no quadril aumentam mortalidade em curto e longo prazo

Idosos devem redobrar os cuidados: pesquisa aponta que lesionar o quadril pode trazer consequências severas mesmo um bom tempo depois do acidente

Por Ana Luísa Moraes Atualizado em 25 out 2019, 12h25 - Publicado em 19 jan 2017, 12h30

A cada ano, aproximadamente 1,6 milhão de pessoas sofrem fraturas no quadril — até 2050, o número deve pular para 6,3 milhões. E esse tipo de trauma, especialmente em pessoas mais velhas, traz mais dores de cabeça do que se pensava.

Uma análise do Consórcio sobre Saúde e Envelhecimento, colaboração entre Estados Unidos e Europa, mostra que, em pessoas acima de 60 anos, machucar essa região pra valer eleva o risco de morte mesmo oito anos após o acidente — quando imaginamos que a recuperação já seria total.

Os profissionais analisaram oito estudos que, juntos, somavam 122 808 voluntários. Toda essa turma foi acompanhada por quase 13 anos. O primeiro resultado: houve um crescimento expressivo na taxa de mortalidade por causas diversas no primeiro ano após a lesão.

Mas tem mais. A probabilidade de falecer permaneceu aumentada mesmo depois de oito anos da fratura — isso em comparação com gente que não trincou o quadril. O efeito foi sentido com mais força nos homens, mas as mulheres também devem ficar atentas, segundo os estudiosos.

Agora, como um osso quebrado pode afetar tanto a vida? Além de estar relacionada a infecções e doenças cardiovasculares, a fratura pode causar dor crônica, diminuir a mobilidade e aumentar o nível de dependência do paciente. Ou seja, ela compromete a vida sob diversos aspectos.

Vale lembrar que os idosos estão mais propensos a problemas no quadril, já que a idade deixa os ossos mais fracos — é a chamada osteoporose. Eles também correm um risco extra de sofrerem acidentes como escorregões e quedas, porque podem desenvolver problemas de visão e equilíbrio.

“É importante implementar medidas adequadas para prevenir a ocorrência de fraturas no quadril, enquanto mais atenção deve ser dada aos indivíduos mais velhos que já passaram por isso”, disse Michail Katsoulis, um dos autores do estudo, em um comunicado.

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