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Dá para diagnosticar a síndrome da fadiga crônica no sangue?

Essa condição – um cansaço prolongado e sem motivo aparente – pelo visto provoca mudanças nas células que seriam detectáveis em um exame de sangue

O cansaço intenso e prolongado pode ser uma doença por si só: é a síndrome da fadiga crônica. O desafio, no entanto, é diagnosticá-la corretamente, até porque aquela sensação de exaustão inexplicável sinaliza diversos problemas, de depressão a hipotireoidismo. Daí porque seria tão bom termos um exame capaz de detectar a encrenca, que afetaria até 24 milhões de pessoas no mundo.

E não é que isso parece estar mais perto de virar uma realidade? Quem traz a boa notícia são pesquisadores da Columbia University, nos Estados Unidos, após compararem exames sanguíneos de 50 voluntários com síndrome da fadiga crônica com os de 50 participantes sem o quadro.

A partir de análises feitas com equipamentos de última geração, notou-se que o sangue dos pacientes exibia taxas bagunçadas de várias substâncias ligadas ao funcionamento das células. Mas os experts não pararam por aí.

Eles combinaram esses dados com estudos anteriores para identificar as alterações sanguíneas mais comuns aos pacientes com a síndrome da fadiga crônica e, então, calcularam a eficácia desse método nos voluntários. Resultado: o exame atingiu uma acurácia de 84% no diagnóstico do transtorno que provoca cansaço, o que não é pouco.

“Esse é um modelo com forte capacidade preditiva e sugere que estamos chegando perto do ponto em que teremos testes de laboratório capazes de nos dar um bom grau de segurança no diagnóstico da síndrome”, interpreta a cientista Dorottya Nagy-Szakal, principal autora do trabalho, em comunicado.

Claro que mais estudos são necessários, inclusive para afinar o teste e verificar sua aplicabilidade em larga escala. Além disso, a tecnologia empregada – embora se trate de um exame de sangue – não é barata. Ainda assim, essas descobertas abrem as portas para um mundo onde será mais fácil entender o que pode estar por trás daquela canseira intensa.

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Não dá para cravar, mas, no estudo em questão, metade dos voluntários com síndrome da fadiga crônica também sofriam desse problema que desregula o trânsito intestinal, causa dores… Outros trabalhos reforçam uma associação entre ambas as encrencas. Enquanto a ciência avança nesse quesito, o recado é também ficar de olho na sua saúde gastrointestinal, principalmente se você anda esgotado.