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Comprimido para diabetes também ajuda a preservar o coração

O medicamento demonstra efeitos positivos contra insuficiência cardíaca e até para os rins

Por André Biernath 24 out 2020, 11h57

Os inibidores de SGLT2 são uma classe de remédios usada contra o diabetes. Sua ação é modificar os mecanismos de filtração do sangue pelos rins e, assim, reter parte da glicose, que é eliminada pela urina. Isso, por sua vez, ajuda a regular o açúcar na circulação. A novidade é que uma das representantes da turma, a empagliflozina, fabricada pelos laboratórios Eli Lilly e Boehringer Ingelheim, revelou-se efetiva para outras duas doenças.

“Houve uma diminuição de 25% nas hospitalizações e na mortalidade por insuficiência cardíaca”, conta o médico Edimar Bocchi, do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. De quebra, o fármaco derrubou o risco de disfunções nos rins em 50%. Resultados tão expressivos devem modificar as diretrizes e ampliar o uso da empagliflozina como uma nova opção terapêutica para essas condições. 

  • O segredo

    Como a empagliflozina resguarda esses órgãos

    Gás extra

    O princípio ativo estimula a produção de mais hemácias, células sanguíneas que carregam oxigênio.

    Sem crise

    Em paralelo, ele controla os níveis de substâncias inflamatórias que lesam rins e coração.

    • 60 milhões de pessoas sofrem com insuficiência cardíaca no mundo
    • No Brasil, 100 mil novos casos são diagnosticados a cada ano

     

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