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Como é o plano de vacinação contra a Covid-19 do governo federal

Uma estratégia preliminar indica quem deve receber primeiro as vacinas para o coronavírus no Brasil. Há quatro fases no programa (mas isso pode mudar)

Por Da Redação Atualizado em 5 jan 2021, 15h17 - Publicado em 2 dez 2020, 12h26

O Ministério da Saúde anunciou um plano preliminar de vacinação para a Covid-19 no Brasil. Segundo o comunicado, as doses serão distribuídas em quatro fases, priorizando diferentes grupos da população. Não há data para início da aplicação, até porque não há um imunizante contra o coronavírus (Sars-CoV-2) aprovado em território nacional.

Fase 1: devem receber a vacina trabalhadores da área de saúde e idosos com mais de 75 anos. Brasileiros acima de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência também teriam acesso.

Fase 2: idosos de 60 a 74 anos em qualquer situação.

Fase 3: indivíduos com condições de saúde que estão relacionadas a casos mais graves de Covid-19.

Fase 4: professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade.

  • Não houve menção à vacinação para a população em geral, o que é esperado dada a demanda por vacinas contra o Covid-19 no mundo inteiro. Além disso, esses e outros critérios podem mudar de acordo, por exemplo, com os imunizantes que forem escolhidos pelo Ministério da Saúde, após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    “O plano que está sendo discutido ainda é preliminar e sua validação final vai depender da disponibilidade e do licenciamento dos imunizantes e da situação epidemiológica”, reforça Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde.

    Além da distribuição, o plano contempla processos como a compra de seringas e agulhas, algo que já foi motivo de preocupação. Segundo o governo federal, há um processo de aquisição em andamento, que envolveria 340 milhões de seringas e agulhas.

    O Ministério da Saúde vem discutindo esse plano de vacinação com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Nacional de Controle e Qualidade em Saúde (INCQS), a Fiocruz, o Instituto Butantan, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), sociedades médicas, conselhos federais da área da saúde, Médicos Sem Fronteiras, integrantes dos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde (Conass e Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

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