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Por que é tão difícil manter o peso depois de emagrecer?

Especialistas explicam o acontece no organismo de quem perde muito peso, mas volta a engordar

Por Karolina Bergamo - Atualizado em 26 set 2017, 12h17 - Publicado em 21 set 2016, 16h21

Depois de muita luta, suor e dedicação, você consegue reduzir a circunferência da cintura. Mas tenha em mente que a vida continua. A manutenção do peso ideal é um desafio ainda maior do que eliminar o excesso de quilos em si.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde de Bethesda, nos Estados Unidos, analisou o desempenho de participantes do reality show americano “O Grande Perdedor”, no qual o competidor que mais emagrecer sai vitorioso. Segundo dados do estudo, de uma média de 58,3 quilos enxugados, houve reganho de 41 em seis anos.

“O metabolismo dos participantes ficou mais lento depois que eles emagreceram”, esclarece o endocrinologista Marcio Mancini, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo. Entre outras coisas, não é mais necessário fazer tanto esforço como antes para diversas atividades diárias – inclusive os exercícios -, reduzindo o gasto calórico.

Além de diminuir de ritmo, o organismo de quem desinfla as próprias medidas luta de diversas maneiras para voltar ao peso original. “Nosso corpo de homem primitivo acha que estamos passando por um momento de falta de comida”, completa Mancini. Algumas das repercussões envolvem o aumento da concentração de grelina, o hormônio da fome, e a diminuição de GLP-1, substância que promove saciedade.

Isso significa que é preciso manter as mudanças comportamentais que fomentaram o emagrecimento e fazer ajustes nos treinos que potencializam a queima de gordura – apertar o ritmo conforme vai se adaptando é importante. Persistir é primordial para evitar o efeito sanfona.

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