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Acupuntura para aliviar a cólica dos bebês

Novo estudo sugere que a terapia chinesa combate a dor e põe um fim à choradeira

Por Vand Vieira
Atualizado em 28 jan 2019, 10h37 - Publicado em 17 jan 2017, 17h36

Pode ser fome, sono ou até mesmo um alerta de que é hora de trocar a fralda. No entanto, quando um bebê chora de maneira excessiva, mais precisamente acima de três horas por dia durante um período superior a três semanas, o motivo tem nome e sobrenome: cólica infantil. A condição atinge entre 10 e 40% dos recém-nascidos e, geralmente, só dá sossego quando os pequenos completam seis meses.

Como aliviar o incômodo do neném? Além de recorrer aos probióticos, um estudo publicado no periódico britânico Acupuncture in Medicine sugere que os pais podem contar com uma aliada inusitada: a acupuntura.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores separaram 147 bebês com esse diagnóstico e os dividiram em três grupos (nenhum consumia leite de vaca há pelo menos cinco dias). A primeira turma recebeu agulhadas no ponto LI4 — pouco abaixo do espaço entre os dedos polegar e indicador — e a segunda, em cinco partes diferentes do corpo, por cerca de 30 segundos.

Duas semanas depois, essas crianças choravam menos em comparação ao terceiro grupo, que não foi submetido às sessões. Inclusive, a maioria dos bebês que passou pela acupuntura já não derramava lágrimas três horas por dia, um sinal de reversão do diagnóstico inicial.

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Para melhorar, não houve registros de efeitos colaterais e 52% dos voluntários mirins permaneceram tranquilos durante o procedimento. Apenas 8% deles choraram mais de um minuto por causa da técnica.

Vale ressaltar, porém, que contraindicações existem e o aval de um médico é, sim, necessário. Bebês com problemas relacionados à coagulação, por exemplo, devem passar longe da acupuntura com agulhas. Versões em que o profissional usa os dedos para estimular certos pontos são uma alternativa.

O que desencadeia a cólica infantil: embora a causa ainda seja desconhecida, alergia à proteína ou intolerância ao açúcar do leite (lactose) de vaca, inflamações gastrointestinais, mãe fumantes e amamentação insuficiente estão na mira dos pediatras.

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