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Animais sofrem com as mudanças climáticas

Garantir que os bichos sejam mantidos em espaços frescos, com sombra, e bem hidratados são cuidados ainda mais críticos frente ao aquecimento global

Por Regina Célia Pereira
Atualizado em 30 nov 2023, 12h26 - Publicado em 30 nov 2023, 12h00

Depois de o Brasil passar pelo inverno mais quente dos últimos tempos e com o verão batendo à porta, um alarme soado por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, vem enfatizar a necessidade de um olhar mais atento aos reflexos das altas temperaturas na saúde dos animais.

“As alterações climáticas têm um impacto substancial em toda a biodiversidade”, adianta o biólogo Edward Narayan, professor e líder do novo trabalho.

Seu grupo lançou mão de ferramentas de monitorização veterinária não invasivas, entre outras aferições, e comprovou que o calorão interfere no bem-estar físico e no comportamento de diversos animais.

+ Leia também: Cuidados extras para animais nos dias quentes

Nos pets, respiração ofegante, agitação, perda de apetite e até distúrbios digestivos tendem a dar as caras. Entre os bovinos, o calor reduz o tempo e a disposição para pastar, enquanto os cavalos se tornam mais agressivos.

Garantir que os bichos sejam mantidos em espaços frescos, com sombra, e bem hidratados se mostra, assim, um cuidado ainda mais crítico. Também é fundamental zelar pelo planeta.

“Não há uma solução simples. É preciso um esforço global, com as comunidades criando espaços verdes amigos dos animais e as pessoas se conscientizando de que o primeiro passo pode ser dado em casa, ao racionalizarmos o uso de energia e de água”, diz Narayan.

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Ninguém escapa desse forno

Veja as principais consequências para algumas espécies:

  • Peixes: Apesar de serem ectotérmicos, ou seja, usarem fontes externas para regular a temperatura do organismo, eles sofrem distúrbios metabólicos se o aquário ou o lago estiverem quentes demais. As condições da água precisam ser rigorosamente monitoradas.
  • Aves: As aves têm uma fina camada de pele e não suam, por isso precisam de banhos para se refrescar. Em situações extremas,
    algumas até arrancam as penas para atenuar o calor. Para manter calopsitas, canarinhos e toda a turma confortável, não pode faltar sombra e água.
  • Cães e gatos: Fatores como a pelagem, a idade e o peso influenciam, mas, em geral, esses pets têm alterações de comportamento
    com a quentura: tendem a ficar agitados, com a respiração ofegante e perder o apetite. Sem contar a tendência à infestação de pulgas e parasitas.
  • Répteis: Quando submetidas a altas temperaturas, iguanas, tartarugas e outras espécies de sangue frio podem ficar estressadas e agressivas. Descamação e perda de apetite são outros sintomas. É importante manter os répteis em terrários sombreados.
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Clique na imagem para ampliar (Ilustração: Editoria de Arte/Veja Saúde)
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