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O Fim das Dietas

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Antonio Lancha Jr, professor expert em atividade física e nutrição da USP e autor de livros como "O Fim das Dietas", ensina como emagrecer sem cair em promessas furadas
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“Só vou comer quando tiver fome”… mas como saber que é fome?

Distinguir a vontade de comer real de outra motivada por fatores emocionais é mais difícil do que se imagina. Mas há uma dica para fazer isso!

Por Antonio Lancha Jr
28 Maio 2024, 14h25

Frequentemente, reparo que amigos se alimentam mais quando estão emocionalmente abalados. E o detalhe: eles não conseguem distinguir isso de quando estão famintos de fato.

Evolutivamente, fomos selecionados de um grupo de indivíduos que sobreviveu a diversas situações de ausência de alimentos até que nossa capacidade produtiva, como agricultores, fosse desenvolvida e disseminada. 

Como consequência dessa história geral da humanidade, foram selecionadas duas características que carregamos conosco até o momento presente.

A primeira é a nossa competência de armazenar energia em forma de gordura. Nós fomos preparados para engordar com certa facilidade. Isso para sobrevivermos às fases mais desafiadoras da nossa história de privação alimentar.

A segunda herança evolutiva está associada a interferência dos fatores emocionais na ingestão alimentar. Acompanhe o raciocínio: acredita-se que o passo que demos em direção a vida como agricultores selecionou aquelas pessoas que estavam “sempre tentando antecipar o futuro” – planejando o cultivo de acordo com o clima.

Mas essa forma de viver, tentando adivinhar o futuro, nos presenteia com sentimentos de ansiedade – só ficando inquieto com o que aconteceria dali um bom tempo que tomaríamos os passos necessários para cultivar alimentos. 

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Pois bem: a ansiedade e o processamento de emoções se instalaram neurologicamente no hipotálamo, próximo ao centro da fome (e abaixo do córtex, onde processamos as informações, mas já chego nisso).

+Leia também: Compulsão alimentar: o que causa e como lidar com o transtorno 

Caprichosamente, portanto, essa proximidade física no cérebro entre “fome” e “ansiedade” gera um comportamento claramente anunciado: facilmente confundimos o estresse com a necessidade em comer algo.

Como, então, identificar se estamos com fome ou ansiosos? 

Há uma dica interessante, que entra naquela história de o centro cerebral de processamento da fome estar logo abaixo do córtex, responsável, digamos, pela nossa racionalidade.

Ora, quando você pensar que está com fome, faça o seguinte exercício: imagine algo que você só comeria se estivesse faminto. Ou seja, é um alimento que você “tolera”, mas não é fã. 

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Vou dar, com um pouco de vergonha, o meu exemplo: abobrinha! Apesar de eu ser submetido a bullying pelos meus mentorandos com essa escolha, quando visualizo na minha cabeça uma abobrinha e ainda assim tenho vontade de comê-la, sei que estou com fome de verdade. 

Se não, sei que componentes emocionais estão interferindo na minha vontade de comer. 

Esse exercício simples coloca nosso córtex – o racional – “vigiando” nosso hipotálamo – o emocional – e, assim, conseguimos distinguir melhor um desejo emocional da vontade real de comer.

Experimente praticar essa estratégia para clarear o que está ocorrendo contigo. E, no geral, tente racionalizar parte das refeições! 

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