Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Imagem Blog

Guenta, Coração Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Blog
Médicos, nutricionistas e outros profissionais da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) explicam as novas (e clássicas) medidas para resguardar o peito
Continua após publicidade

Maioria das pessoas não sabe quais os limites da pressão arterial

Em pesquisa, 53% dos entrevistados desconheciam ou estavam equivocados sobre como é diagnosticada a hipertensão

Por Fernanda Consolim Colombo e Luciano Drager, cardiologistas*
26 abr 2023, 09h52

Uma pessoa é considerada portadora de hipertensão arterial (HA) quando a pressão sistólica (também conhecida como máxima) apresenta valores iguais ou maiores que 140 mmHg e a diastólica (ou mínima) é igual ou maior que 90 mmHg – e isso de forma persistente em pelo menos duas ou mais ocasiões diferentes do dia.

Popularmente, nos referimos a esse parâmetro como “14 por 9”. A questão é que mais da metade da população desconhece essa informação.

Uma pesquisa recente da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) apurou que 53% dos entrevistados não sabiam identificar “os números” da pressão arterial elevada.

Entre os que erraram, 34,1% disseram que era “16 por 9” e 18,9% apostaram em “15 por 9”.

E aí mora o perigo: o desconhecimento pode levar mesmo aquele indivíduo que realiza a medição com frequência a acreditar que está tudo bem e, portanto, não é hora de procurar ajuda médica – isso quando a situação é de alerta vermelho.

+ LEIA TAMBÉM: Dormir e acordar por volta do mesmo horário faz bem ao coração

A pesquisa, que acaba de ser tabulada, foi realizada no final de 2022, com 2 236 pessoas nas cidades de Araçatuba, Araraquara, Bauru, Osasco, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto, Sorocaba, Vale do Paraíba e na capital.

Continua após a publicidade

Ainda segundo o levantamento, apenas 36% apontaram a hipertensão como fator de aumento do risco de problemas cardíacos. Só que essa doença anda de mãos dadas com as enfermidades cardiovasculares (as DCVs).

A relação íntima entre hipertensão e problemas cardíacos

No Brasil, estima-se que 30% das mortes anuais – cerca de 1,3 milhão – são por motivos relacionados ao coração. A hipertensão está associada a 45% dessas mortes cardíacas e a 51% dos óbitos por outras causas, como o acidente vascular cerebral (AVC).

Temos 32,3% de brasileiros com hipertensão e, na faixa etária após os 60 anos, esse percentual sobe para 65%.

As crises hipertensivas são a terceira causa de atendimentos de emergência nos hospitais, de acordo com um estudo da American Heart Association junto a 20 milhões de pacientes nos Estados Unidos.

A conclusão foi de que um terço das visitas aos prontos-socorros estava relacionada à hipertensão e 13% dos diagnósticos relacionados ao coração (2,7 milhões) eram por pressão alta primária, quando não há relação com outras doenças.

Continua após a publicidade

+ LEIA TAMBÉM: Mulheres jovens são as vítimas inusitadas das doenças cardíacas

Apesar de o trabalho mencionado ter sido realizado em outro país, podemos afirmar, com base em experiência de campo, que as conclusões sobre a hipertensão nos Estados Unidos refletem a realidade dos serviços de emergência pelo mundo a fora, incluindo o Brasil.

O cenário denota a relevância de se investir em conhecimento sobre o tema. Por estar no grupo das “doenças silenciosas”, aquelas que vão fazendo estragos sem maiores sintomas, a hipertensão só é diagnosticada por aqueles que têm como hábito medir a pressão com regularidade.

Ao conhecer os riscos de manter a pressão em “14 por 9” ou acima disso, a ideia é que o paciente busque acompanhamento e tratamento médico.

Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

Hoje, 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.

Durante este mês, a SOCESP tem promovido uma campanha com postagens em mídias sociais e entrevistas voltadas ao público leigo sobre prevenção e controle da pressão alta, incluindo dicas do Departamento de Nutrição sobre o consumo adequado de sal, entre outras ações.

Continua após a publicidade

O sal é o principal inimigo da pressão arterial. Por isso, tanto para pacientes com hipertensão como para a população em geral, a orientação é de consumir até 5 gramas por dia.

+ LEIA TAMBÉM: Dexametasona: o que é, para que serve, como tomar e quais os cuidados

Ficar dentro dessa meta não é simples, porque grande parte dos produtos industrializados contém o ingrediente na composição.

Evitar os ultraprocessados – como temperos e molhos prontos, salgadinhos, embutidos e enlatados, entre outros – é um excelente primeiro passo.

Substituir o sal por ervas aromáticas e outras opções naturais para não perder o sabor da comida e mantê-la saudável é outra boa pedida.

A adoção de dietas como a DASH e a Mediterrânea, ambas ricas em frutas, hortaliças e cereais integrais, também está entre as orientações dos nutricionistas.

Continua após a publicidade

Em movimento

Apesar de exercícios regulares serem imprescindíveis para manter a pressão nos eixos, a pesquisa da SOCESP apurou que 36,6% dos paulistas não praticam nenhuma atividade física, e 31,4% o fazem duas vezes por semana.

Somente 32% declararam que se exercitam quatro ou mais vezes por semana, rotina considerada ideal para prevenção de doenças cardiovasculares e de seus fatores de risco, como a hipertensão.

De acordo com a Diretriz de Prevenção Cardiovascular, pacientes com hipertensão devem praticar pelo menos 30 minutos de atividades aeróbicas de intensidade moderada (caminhada, corrida, ciclismo ou natação) de cinco a sete dias por semana.

BUSCA DE MEDICAMENTOS Informações Legais

DISTRIBUÍDO POR

Consulte remédios com os melhores preços

Favor usar palavras com mais de dois caracteres
DISTRIBUÍDO POR

Em dois ou três dias por semana, é importante se dedicar aos exercícios de resistência, como musculação.

Continua após a publicidade

Os treinos podem ir se intensificando à medida em que o corpo se acostumar.

O acompanhamento de um profissional de educação física é sempre recomendável, tanto para aumento gradual de nível como para supervisão da performance, evitando lesões e detectando sintomas que indiquem problemas cardiovasculares.

Quem decide por uma vida mais equilibrada e saudável – com atividade física e pouco sal, por exemplo – terá o controle da pressão arterial como apenas um dos benefícios.

O leque é muito mais amplo, e inclui longevidade, sistema imunológico mais atuante, redução do excesso de peso, mais disposição e menos incidência de depressão. Como se vê, a relação custo-benefício vale muito a pena!

*Fernanda Consolim Colombo é presidente do 43º Congresso da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, que será realizado nos dias 8, 9 e 10 de junho de 2023 no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Luciano Drager é diretor de promoção e pesquisa da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A saúde está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA SAÚDE.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.