Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Imagem Blog

É verdade ou fake news? Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Blog
Notícia falsa faz mal à saúde. Com o apoio de especialistas e da ciência, desconstruímos os mitos que estão sendo curtidos e compartilhados.
Continua após publicidade

É falsa a informação de que vacinas facilitam surgimento de variantes

Quanto mais o coronavírus circula sem o impedimento da imunização, maiores são as chances de aparecerem novas cepas

Por Fabiana Schiavon
20 set 2021, 19h17

Têm circulado nas rede sociais boatos de que as vacinas contra a Covid-19 podem estimular o aparecimento de variantes do coronavírus. “O que ocorre é exatamente o contrário”, afirma o médico Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim).

Veja: uma pessoa vacinada pode ser infectada e até ter a capacidade de transmitir o vírus. Mas, se ela entrar em contato com outros vacinados, o vírus perde a força de se replicar. “Assim, cai o risco de surgir uma nova cepa”, afirma o especialista. Daí a relevância da imunização em massa.

Por outro lado, quanto mais intensa for a circulação livre do vírus, maior é a possibilidade de termos novas variantes. “Tanto que nos países em que se tem maiores níveis de cobertura vacinal é justamente onde se observa um menor número de mutações do vírus”, completa Cunha.

Até agora, as variantes surgiram em locais onde as regras de isolamento social se afrouxaram ou foram pouco seguidas. Nosso país ficou conhecido como celeiro de novas cepas por causa da demora no início da vacinação e do elevado número de casos diários notificados ao longo da pandemia.

Não à toa, no final do ano passado foi identificada a variante Gama, que saltou de 0 a 87% de predominância no território nacional em apenas sete semanas.

A Delta, que se espalhou pelo mundo (inclusive no Brasil), surgiu na Índia, outro país com lentidão na imunização e livre circulação do vírus.

Continua após a publicidade

+ LEIA TAMBÉM: As descobertas e as lições da variante Delta do coronavírus

O que é uma variante?

Os vírus funcionam assim: ao infectar o corpo humano, usam as estruturas das células para fazer cópias de si mesmos. É da natureza deles sofrer erros durante o processo de replicação. Quando o vírus acumula mudanças, passa a ser chamado de variante.

Algumas delas podem conferir ao vírus mais agressividade, ou a capacidade de se multiplicar de forma mais rápida, como ocorreu com a Delta. Quanto mais o vírus consegue se replicar, maior o risco de uma variante surgir. A imunização é uma das armas para impedir essas mutações, por ajudar a conter a circulação do agente infeccioso.

Até agora, as vacinas disponíveis parecem funcionar contra as variantes de maior preocupação – embora as taxas de eficácia possam ser um pouco mais baixas. Mas, em algum momento, uma nova cepa pode escapar dos imunizantes.

Por isso, a maior parte da população precisa tomar as duas doses da vacina e continuar se protegendo: evitar aglomerações, usar máscara e se isolar se estiver com sintomas suspeitos.

Continua após a publicidade

As variantes classificadas como preocupantes:

Alfa: a antiga B.1.1.7, identificada no Reino Unido.
Beta: a antiga B.1.351, identificada na África do Sul.
Gama: a antiga P.1, identificada no Brasil.
Delta: a antiga B.1.617.2, identificada na Índia.

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A saúde está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA SAÚDE.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou

Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.