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Varíola dos macacos pode causar sintomas oculares

Médico oftalmologista conta quais os sinais de alerta e o que fazer diante deles

Por Tiago César Pereira Ferreira, oftalmologista*
25 set 2022, 09h21

Você sabia que a varíola dos macacos pode afetar os olhos? Estima-se que cerca de 20% ou 25% das pessoas acometidas pela doença apresentem sinais oculares, como a conjuntivite.

Ao contrário do entendimento do senso comum, a maioria das ocorrências de conjuntivite é causada por uma infecção viral, que é justamente o caso da varíola.

No caso de conjuntivite que se desenvolve a partir dessa doença, o olho pode ficar vermelho, inchado, inflamado e lacrimejar profusamente – dessa forma, é possível que a área fique mais sensível e dolorida.

Outro sinal de alerta é a visão turva. Em casos piores, podem ocorrer lesões devido à coceira, resultando em úlceras (que são feridas abertas) na área da conjuntiva, que é a membrana mucosa transparente que protege o globo ocular – ou até mesmo na córnea, que desempenha um papel essencial na formação das imagens, ou seja, na funcionalidade da nossa visão.

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As úlceras na córnea são particularmente perigosas porque podem causar cicatrizes e até cegueira permanente.

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Se a área ainda for acometida por uma infecção bacteriana, que é facilitada pela presença da úlcera ou ferida, há o risco de essa situação se agravar e levar até mesmo à perda do olho.

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Nesses casos, a automedicação é bastante perigosa. Por isso é importante buscar a avaliação de um oftalmologista.

Tempo seco é fator agravante

Um complicador adicional é que estamos em um período de baixa umidade relativa do ar, e pessoas com olhos muito secos ficam mais suscetíveis às agressões externas.

Assim, manter as mãos higienizadas e evitar levá-las aos olhos ajuda a prevenir complicações.

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A boa notícia é que a maioria dos casos documentados de conjuntivite associada à varíola dos macacos não progride para um estágio tão grave.

Problemas na área dos olhos podem ser resolvidos com acompanhamento médico e tratamento adequado em cerca de duas ou quatro semanas.

LEIA TAMBÉM: Como podemos controlar a nova varíola, que não vem dos macacos

Se houver suspeita de algum tipo de conjuntivite, é essencial consultar o oftalmologista para avaliar hipóteses que ajudem a identificar ou descartar a varíola dos macacos.

Em consultório, o médico poderá examinar os linfonodos, até para descartar a possibilidade da conjuntivite associada ao adenovírus, cujos sinais muitas vezes se confundem com os da conjuntivite da varíola dos macacos.

E não custa ressaltar: os olhos são estruturas extremamente complexas e sensíveis, e o corpo é completamente interligado. Por isso, em caso de qualquer sintoma na área, nada de ficar coçando, pingar colírio por conta própria e muito menos tentar manusear a região com receitas caseiras ou “soluções” milagrosas recomendadas por parentes ou amigos.

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Procure o oftalmologista. Às vezes, o que parece não ser nada demais pode ser indício de alguma condição de saúde capaz de se tornar mais séria – e que terá mais chance de cura se flagrada precocemente. Prevenir e monitorar é sempre melhor do que remediar.

*Tiago César Pereira Ferreira é oftalmologista especialista em cirurgia refrativa, lentes de contato, ceratocone e catarata

 

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