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Tecnologia e acolhimento: o que o metaverso tem a oferecer às mamães?

Médico explica o que realidade virtual imersiva, impressão 3D e outras tecnologias podem fazer pela maternidade

Por Heron Werner, ginecologista*
Atualizado em 14 dez 2022, 15h15 - Publicado em 15 ago 2022, 14h18

É natural que as mães, especialmente as de primeira viagem, fiquem preocupadas com a saúde de seus bebês desde o momento em que tomam ciência da gestação. Em alguns casos, fatores de risco, malformações ou problemas que surgem ao longo do desenvolvimento das crianças podem trazer ainda mais desconforto na jornada da maternidade.

Mas o aparato tecnológico, que hoje conta com exames em 3D e o metaverso, bem como o suporte humanizado dos profissionais de saúde, aí está para gerar acolhimento e segurança no processo.

Atuo há mais de 20 anos com esses avanços e posso garantir que praticamente em todas as situações a tecnologia é uma parceira. Ela ajuda a acalentar e esclarecer as mamães em suas dúvidas. A nós, profissionais, essas ferramentas auxiliam na melhor tomada de decisão, buscando sempre o melhor desfecho, tanto para a paciente quanto para seu bebê.

A medicina de ponta permite hoje a aplicação da realidade virtual imersiva, acessada por meio de óculos especiais, para discutir casos clínicos e planejar cirurgias personalizadas. Estamos criando modelos de órgãos e imagens cada vez mais realistas, em alta definição, que nos auxiliam nesse estudo de forma precisa. Na área de ginecologia e obstetrícia, o modelo 3D ajuda na avaliação morfológica do bebê ainda dentro do ventre.

+ LEIA TAMBÉM: O que o metaverso pode fazer pela área da saúde?

Algumas malformações, como lábio leporino e alterações em braços, pernas ou coluna, também podem ser vistas mais claramente nesse tipo de exame, facilitando que o especialista proponha soluções como cirurgias que ocorrem ainda na barriga das mães, ou simplesmente amenize a ansiedade do casal, trazendo informações mais claras e confiáveis.

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Além das características fetais externas, é possível mergulhar no interior do organismo, estudando o sistema nervoso central, as artérias, os aparelhos digestivo e urinário. Tal tecnologia consegue apurar até a eventual existência de um tumor.

O ultrassom e a ressonância, realizados de forma segura e responsável com a gestante, permitem obter melhores imagens do bebê em formação, e agora elas podem ser impressas em 3D. Conjugamos esses exames e desenvolvemos os algoritmos que corrigem eventuais distorções nas imagens, propiciando uma análise mais precisa e de maior amplitude.

Com isso, é possível projetar órgãos no mundo real com a realidade aumentada, acima da pele do paciente, para ver o interior do corpo em detalhes.

Em nosso laboratório, fruto de uma parceria entre a Dasa e a PUC-RJ, desenvolvemos a impressão 3D do feto a partir dessas imagens, inclusive para que mamães deficientes visuais consigam sentir seus filhos antes do nascimento. É emocionante para elas e para nós, assim como um importante avanço poder trazer a delicadeza de traços, características e informações sobre o bebê.

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Para a impressão, podemos utilizar filamentos aquecidos, camada a camada, inclusive com papel e outros materiais recicláveis. E nas impressões de máquinas mais modernas, há trituração da matéria-prima e a impressão se dá através de um pó, que vai sendo solidificado. Com a modernidade, os profissionais apaixonados e atentos buscam soluções através dessa tecnologia já disponível aqui no Brasil.

Vale ressaltar que tamanha inovação só é possível com a dedicação de uma equipe multidisciplinar, que envolve engenheiros, designers, radiologistas e tantos outros profissionais focados em trazer soluções para a medicina 4.0. Estamos caminhando cada vez mais para uma medicina de precisão, que, além de proporcionar um diagnóstico mais adequado, traz mais segurança para o médico e para a paciente.

As crianças de ontem, bem como os bebês de hoje, podem se beneficiar da tecnologia se soubermos fazer dela uma aliada. Basta observar, educar e estruturar com base em ciência e sensibilidade. O menino na frente de um videogame hoje (com óculos de realidade virtual, claro) pode ser o profissional por trás da inovação amanhã.

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* Heron Werner é ginecologista do CDPI e do Alta Excelência Diagnóstica, marcas pertencentes à Dasa, e responsável pelo Laboratório Biodesign, parceria entre a Dasa e a PUC-RJ

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