Assine VEJA SAÚDE por R$2,00/semana
Imagem Blog

Com a Palavra Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por Blog
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde
Continua após publicidade

Como a terapia gênica pode ajudar a oftalmologia

As doenças oculares se beneficiam do avanço dessa moderna abordagem que corrige genes defeituosos

Por André Maia, oftalmologista*
31 ago 2023, 18h00

A terapia gênica tem se mostrado uma verdadeira revolução na medicina, proporcionando esperança para pacientes com doenças hereditárias, antes consideradas incuráveis. Na oftalmologia, a abordagem já permite tratar uma série de condições oculares.

Em 2021, a técnica foi utilizada pela primeira vez no Brasil, para tratar a Amaurose Congênita de Leber (ACL) – doença degenerativa hereditária da retina, caracterizada por grave perda de visão ao nascer – trazendo esperança às famílias e a comunidade médica.

Desde então, o procedimento foi aplicado em quatro pacientes, totalizando oito cirurgias, todas por meio do serviço público de saúde.

A terapia gênica consiste em corrigir ou substituir genes defeituosos responsáveis por doenças genéticas, permitindo que o organismo produza proteínas funcionais e, consequentemente, restaurando a função celular comprometida.

Continua após a publicidade

+ Leia também: Por que preciso de óculos? As dúvidas mais buscadas sobre saúde visual

Como é feita a terapia gênica

Um dos principais métodos é a aplicação de vírus modificados, utilizados como vetores, que são capazes de transportar o gene corretivo para dentro das células do olho.

Uma vez ali, o gene é expresso (entra em atividade), e a proteína defeituosa ou ausente que estava causando a doença é restaurada. Esse método visa frear a progressão da doença e, em alguns casos, até mesmo reverter parcialmente os danos causados.

Continua após a publicidade

Outras doenças

Além da Amaurose Congênita de Leber (ACL), a terapia gênica já está sendo estudada para tratar outras doenças oftalmológicas.

Uma delas é a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma das principais causas de perda de visão em idosos.

Pesquisadores estão empenhados em desenvolver vetores virais eficazes para fornecer genes terapêuticos às células da mácula, com o objetivo de preservar a função visual e prevenir o avanço da doença.

Continua após a publicidade

A retinopatia diabética, complicação ocular decorrente do diabetes, é outra área de estudo promissora.

+ Leia também: Glaucoma: doença silenciosa que pode levar à cegueira

Aqui, a abordagem visa oferecer novas alternativas para proteger e reparar os vasos sanguíneos danificados da retina, contribuindo para prevenir a cegueira e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.

Continua após a publicidade

A terapia gênica na oftalmologia representa um avanço significativo no tratamento de doenças oculares genéticas e adquiridas. O marco histórico do procedimento bem-sucedido no Brasil para tratar a ACL evidencia o potencial transformador da técnica.

Os resultados são promissores, mas ainda há desafios significativos, especialmente em relação aos custos envolvidos, que podem chegar a casa dos milhões.

No entanto, com o desenvolvimento tecnológico contínuo e a ampliação de seu uso para o tratamento de outras doenças, espera-se que o custo seja reduzido progressivamente, tornando-a mais acessível a um número maior de pacientes.

Continua após a publicidade

*André Maia é oftalmologista especialista em retina da Retina Clinic, do Grupo Fleury.

Compartilhe essa matéria via:
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

A saúde está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA SAÚDE.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 12,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.