Clique e Assine VEJA SAÚDE por R$ 9,90/mês
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde
Continua após publicidade

Câncer de pele: também é preciso proteger o couro cabeludo

Médicos alertam para a necessidade de resguardar uma área frequentemente negligenciada quando a gente se expõe ao sol

Por Patrícia Mafra, dermatologista, e Gabriel Batistella, neuro-oncologista*
2 nov 2021, 11h48

O aumento da temperatura pelo país e a aproximação do verão nos lembram da necessidade de prevenir os tumores com maior incidência no Brasil. Afinal, sabemos que a radiação solar está intimamente relacionada ao aparecimento do câncer de pele.

Proteger a pele e fazer o autoexame são atitudes fundamentais para se blindar da doença, mas há uma região do corpo muitas vezes esquecida nessa história, o couro cabeludo. Ora, ele também faz parte da nossa pele e está sujeito a tumores, que podem aparecer em formas e tamanhos diferentes.

O câncer de pele no couro cabeludo é perigoso se não for diagnosticado e tratado quanto antes. Isso porque, sobretudo para alguns tipos de tumor, há maior risco de ele se espalhar para outros locais, como o cérebro. É o que chamamos de metástase cerebral.

O câncer de pele com pior prognóstico nesse sentido é o melanoma, derivado das células pigmentares. Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, melanomas no couro cabeludo e no pescoço, por uma variedade de razões, podem ser mais agressivos do que aqueles que aparecem em outros lugares.

Os pesquisadores americanos analisaram 50 mil casos da doença e descobriram que os pacientes com câncer de pele nessas regiões têm o dobro de chances de falecer. São pessoas mais propensas a ter um câncer que se dissemina para o cérebro do que aquelas com melanoma nos braços, pernas ou tronco, por exemplo.

Continua após a publicidade

+ LEIA TAMBÉM: Tudo que você precisa saber sobre câncer de pele

Dependendo do tipo de tumor, os sintomas e a apresentação podem ser distintos. Os cânceres de pele não melanoma, geralmente menos agressivos, costumam se apresentar com lesões que não cicatrizam e parecem incomuns ou doem, sangram e formam crosta por mais de quatro semanas. Já o melanoma é caracterizado por uma lesão que muda de forma, cor, tamanho, sangra ou desenvolve uma borda irregular.

Embora qualquer pessoa possa ter câncer de pele, indivíduos com tom de pele claro, que se queimam mais facilmente após exposição ao sol, e tenham histórico familiar do problema são mais suscetíveis. No couro cabeludo, quem tem cabelos mais finos ou ralos e, principalmente, os calvos também correm maior risco (justamente pela menor barreira física aos raios solares).

Então o que fazer para se resguardar? Aplicar um protetor solar em spray ajuda a alcançar a área e proteger o couro cabeludo. E bonés e chapéus são excelentes formas de barrar a exposição ao sol. Caso a pessoa seja calva, pode utilizar o mesmo filtro solar em creme que passa no rosto, lembrando que o produto deve ter FPS mínimo de 30 e PPD de 10 e ser reaplicado a cada duas horas.

Continua após a publicidade

Outra medida que faz diferença é o autoexame da pele, que ajuda a acelerar o diagnóstico pelo médico. A ideia é observar o tecido cutâneo, até com o apoio de um espelho, e verificar manchas e lesões pela regra do ABCDE:

A: manchas e pintas assimétricas
B: com bordas irregulares
C: cores desiguais
D: diâmetro maior que 6 milímetros
E: a evolução da mancha, pinta ou lesão, que pode crescer em ritmo rápido

No couro cabeludo, a detecção dessas alterações é mais difícil de ser feita individualmente, mas dá para pedir ajuda ao companheiro(a), familiar ou amigo. Bastam alguns minutos, uma vez por mês, de preferência com luz natural, para realizar essa inspeção. E, claro, seguir com as visitas ao dermatologista de tempos em tempos.

* Patrícia Mafra é dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD);
Gabriel Batistella é neuro-oncologista, membro da Sociedade Latino-Americana de Neuro-Oncologia e médico assistente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.