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Você pode (ou melhor, deve) se preparar para um envelhecimento saudável. A geriatra Maisa Kairalla, da Universidade Federal de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, ensina como
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Será que estamos diante de uma nova onda de Covid-19?

Nossa colunista explica o que se sabe sobre as novas variantes da Ômicron, a BQ.1 e a XBB, como principais sintomas e formas de proteção

Por Maisa Kairalla
16 nov 2022, 17h38

Neste mês de novembro, temos observado um aumento de casos de Covid-19 no país. Em 11 de novembro, o Brasil registrou pelo menos 20 914 novos diagnósticos da infecção, o maior indicador desde agosto deste ano, segundo dados do Consórcio de veículos de imprensa, a partir de informações das secretarias estaduais de saúde. A verdade é que este número pode ser ainda maior.

Se você está se perguntando quais as razões para este crescimento e se estamos diante de “uma nova onda”, aqui vão algumas informações importantes.

1. O que está acontecendo?

O SARs-CoV-2 não parou de circular e evoluir desde o início da pandemia, passando por mutações que geraram novas variantes e subvariantes, como a Ômicron – que, atualmente, é a linhagem que mais tem preocupado a Organização Mundial da Saúde (OMS), e da qual derivaram-se a BQ.1 e a XBB.

A Ômicron ganhou destaque devido à quantidade de mutações que apresenta. Inclusive, as subvariantes BQ.1 e XBB têm chamado a atenção dos pesquisadores por apresentarem maior grau de transmissibilidade que as demais. Por isso, estão no radar do Grupo Consultivo Técnico da OMS sobre a Evolução do Vírus SARS-CoV-2 (TAG-VE), que é o responsável por rastrear novas variantes em todo o mundo.

Com base nas evidências atualmente disponíveis, o TAG-VE não acredita que a BQ.1 e XBB apresentem divergências que justificassem a mudança de classificação de subvariantes da Ômicron para novas linhagens.

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Globalmente, a nova cepa BQ.1 foi detectada em 65 países, incluindo o Brasil. No nosso país, a prevalência até o momento é de 9%, conforme dados da OMS.

Ainda de acordo com a OMS, já há registros da BQ.1 no País em pelo menos cinco estados: São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Amazonas.

Até o momento, houve um óbito, em um paciente com doença crônica pré-existente e sem o regime vacinal completo. Já da XBB, ainda não houve nenhum diagnóstico.

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+ Leia também: BQ.1, o mais novo membro da grande família da Covid-19

2. Por que tem havido aumento de casos?

Aqui vão algumas razões para este crescimento no número de diagnósticos:

  • Alta transmissibilidade das subvariantes da Ômicron (BQ.1 e XBB).
  • Baixa cobertura vacinal das doses de reforço.
  • Aumento de atividades que promovem aglomeração, tais como shows, confraternizações e, também, as campanhas eleitorais que foram promovidas no Brasil devido às eleições.
  • Abandono das medidas preventivas, como lavar as mãos com frequência, usar álcool gel e uso de máscaras de proteção.
  • População de não-vacinados com baixa cobertura das doses de reforço.

Quais são os principais sintomas causados pela BQ.1 e XBB?

Os 5 sintomas registrados como mais comuns são:

  • Secreção nasal;
  • Dor de cabeça;
  • Tosse;
  • Fadiga (leve ou grave);
  • Espirro;
  • Febre (baixa);
  • Dor de garganta.
  • Pode haver perda de olfato e/ou paladar
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Como podemos nos proteger?

A vacinação ainda é a principal ferramenta protetiva contra a Covid-19.

A população vacinada com as doses recomendadas (regime completo), adquiriu uma defesa contra o SARs-CoV-2 e, também, contra as novas variantes. Mas, então, por que tem havido este aumento de casos? Como o vírus tem sofrido mutações, como BQ.1 e XBB, nosso organismo não os reconhece ainda ao ponto de ativar nossas defesas.

De qualquer maneira, reforço: é fundamental estar com o esquema vacinal indicado completo. Mesmo que isso ofereça imunidade parcial em relação às variantes como a Ômicron (e suas subvariantes), há redução exponencial do risco de agravamentos em decorrência da infecção, mantendo o paciente com sintomas leves.

Entre aqueles que evoluem para internação, tem sido observado que se tratam de pessoas não vacinadas ou que não completaram o esquema vacinal (até a quarta dose).

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É importante ter em mente que a imunização previne o agravamento do quadro de saúde, sobretudo, na população de idosos e imunossuprimidos. Portanto, vacinar-se ainda é nossa ferramenta mais potente para combater a Covid.

No caso dos idosos, é imprescindível estar com o regime vacinal completo –significa ter recebido as quatro doses da vacina. Vale lembrar que as crianças ainda têm um esquema vacinal diferente: consulte a UBS próxima à sua casa para informações.

Se é uma pessoa imunossuprimida – como pacientes oncológicos, com vírus HIV ou com doenças autoimunes –, já pode receber a quinta dose das vacinas disponíveis.

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Mas, afinal, será que estamos diante de uma nova onda de Covid?

Ainda é muito cedo para afirmar que viveremos novamente os anos de 2020 e 2021.

Acredito, como geriatra, que depende também de adotarmos atitudes protetivas e que reduzam o risco de infecção.

Já há vacinas denominadas “bivalentes”, como a do laboratório Pfizer, que têm ativo protetivo contra variantes da Ômicron, tais como BA.1, a BA.4 e a BA.5. Acredita-se que elas também podem proteger contra a BQ.1.

Entretanto, essa versão ainda não está disponível no Brasil. Até lá, confira medidas que você pode adotar para reduzir o risco de infecção e aumento de casos no país.

Se você já está com o regime vacinal completo, o que mais pode fazer para se proteger?

  • Volte a usar máscaras em locais fechados ou com aglomerações de pessoas
  • Lave as mãos e faça uso frequente do álcool gel
  • Se idoso – sobretudo com comorbidades – evite estar em espaços com muitas pessoas. Lembrem-se de que a Ômicron apresenta alta transmissibilidade, ou seja, passa de pessoa para pessoa com maior facilidade.

Vacinar é salvar vidas. A disseminação do vírus causador da Covid, bem como suas variantes e subvariantes, ainda é uma realidade. Portanto, cuidem-se para chegarem bem!

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