Clique e assine VEJA SAÚDE por R$ 5,90/mês

Técnica salva o olho das crianças

Tratamento adotado no Graacc aumenta as chances de sucesso contra um câncer ocular que atinge crianças com poucos anos de vida

Por Diogo Sponchiato - Atualizado em 13 abr 2017, 11h58 - Publicado em 22 set 2016, 16h13

O Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer, em São Paulo, já contabiliza mais de 300 procedimentos de quimioterapia intra-arterial para retinoblastoma, tumor que ataca a porção mais ao fundo do olho e pode resultar na perda da visão, do globo ocular e até da vida do pequeno. “A técnica permite levar o medicamento diretamente ao local da doença. Por isso, o resultado tende a ser melhor e há menos efeitos colaterais em relação à químio sistêmica”, conta o neurorradiologista intervencionista José Roberto Falco Fonseca, um dos membros do time. “O método é uma ótima indicação quando a químio tradicional deixa resíduos do tumor ou quando ele volta a incidir”, completa o especialista.

O caminho para a cura

No procedimento, que pede anestesia geral, um microcateter é introduzido na virilha e conduzido pelas artérias até o olho – o médico é guiado por um sistema computadorizado de navegação. A partir de um vaso que nutre o globo ocular, ele infunde aos poucos o quimioterápico. Tudo dura entre duas e três horas, e a criança vai para casa no mesmo dia. São feitas, em média, de três a quatro sessões por paciente.

Publicidade