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Refrigerante zero: entenda como ele pode sabotar a dieta e a saúde

A suspeita é que essas bebidas financiam o ganho de peso ao enganar um órgão-chave para o sucesso da dieta: o cérebro.

Se você não conseguir deixar de beber refrigerante, consuma-o com moderação. Evite, por exemplo, tomá-lo nas refeições.
Foto: Getty Images

 

Recentemente, a Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriu, ao analisar dados de mais de 23 mil pessoas, que a parcela acima do peso e obesa tomava mais refrigerante diet e zero do que os voluntários em forma. O grupo também engolia mais alimentos sólidos – e, ao que tudo indica, existe um elo entre a comilança e a ingestão desse tipo de refresco. “As evidências sugerem que os adoçantes, muito presentes nessas bebidas, desajustam o sistema de recompensa do cérebro, deixando-o sem uma medida confiável de quanta energia consumiu e de quanta precisa ingerir”, analisa Sara Bleich, especialista em saúde pública e uma das autoras do trabalho.

O que acontece no organismo

Isso ocorre porque esse sistema é regulado pelo neurotransmissor dopamina – molécula intimamente ligada a estímulos prazerosos – e seus receptores. Quando comemos um alimento açucarado, por exemplo, o nível de dopamina vai às alturas, trazendo a sensação agradável que nos incentiva a comer mais. Ocorre que o adoçante gera uma reação similar sem oferecer a tão buscada energia. “A substância criaria uma expectativa por calorias no cérebro. Só que, como esse aporte não vem de fato, ele incitaria a busca por outros alimentos”, esclarece Ivan de Araújo, neurocientista da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Ou seja, abusar das latinhas pode abrir o apetite e, no fim das contas, somar quilos na balança.

Para complicar, já se sabe que os adoçantes são capazes de potencializar o armazenamento das calorias vindas das refeições. É que, ao sentir o sabor deles, a língua manda um sinal à cabeça, que prepara nossas células para receber energia. “Se ela não vem, tendemos a absorver mais as calorias dos alimentos que ingerimos junto com a bebida”, detalha Thaianna Sant’Anna, nutricionista da clínica carioca Valéria Pascoal.


Diet, zero ou light?

Na prática, quase nada muda entre as três versões magras do refri.

Diet
Criada para aqueles que possuem restrições a determinado nutriente, a bebida deve conter menos de 0,5% dele em sua composição. No caso dos refrigerantes, a molécula retirada é o açúcar.


Zero
Embora mais empregado para itens livres de caloria, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconhece o termo como um sinônimo de diet. Seu uso, portanto, está mais relacionado ao apelo comercial.


Light
Segundo a legislação, todo produto light apresenta uma redução de ao menos 25% de algum nutriente em relação ao original. Nas latas, o alvo é, de novo, o açúcar. Na maioria das vezes, ele é totalmente subtraído.

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