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Probióticos podem auxiliar em distúrbios gastrointestinais funcionais

Cerca de 40% da população mundial sofre com sintomas gastrointestinais persistentes e recorrentes

Por Abril Branded Content Atualizado em 2 Maio 2022, 11h15 - Publicado em 2 Maio 2022, 11h03

Durante o mês de maio acontecem campanhas em prol da conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais (DII). Conhecido como Maio Roxo, o período visa alertar para a importância do diagnóstico precoce e seu tratamento correto. Dentro desse âmbito, estão também os distúrbios gastrointestinais funcionais, que se caracterizam como sintomas gastrointestinais persistentes e recorrentes e afetam 40% da população mundial.

Os distúrbios gastrointestinais funcionais estão relacionados à disfunção do eixo intestino-cérebro, disbiose microbiana intestinal, função imune da mucosa intestinal alterada, hipersensibilidade visceral e motilidade gastrointestinal anormal. “Eles ocorrem como resultado do funcionamento anormal do trato gastrointestinal. Não há uma explicação orgânica para os sintomas. Eles não são causados ​​por anormalidades estruturais, como tumores ou massas, ou bioquímicas, por exemplo”, explica Barbara Peters, especialista sênior em nutrição da IFF para a América Latina. Esses distúrbios podem afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, incluindo esôfago, estômago, ducto biliar ou intestinos – sendo o mais comum deles a síndrome do intestino irritável (SII). 

A especialista alerta que sintomas gastrointestinais como diarreia, cólica intestinal e gases, todos podem ter em qualquer momento da vida, mas distúrbios gastrointestinais funcionais não. “O diagnóstico desses distúrbios gastrointestinais funcionais pode ser feito quando a combinação de sintomas e outros fatores de um paciente atende aos critérios para um distúrbio funcional específico. A pessoa não apresenta apenas um sintoma gastrointestinal, mas sim um conjunto deles – e normalmente isso tem ligação com uma desordem na comunicação cérebro-intestino”, explica.

Probióticos e sua relação com a saúde intestinal

Agora, um estudo publicado no Journal of Clinical Gastroenterology mostrou que a combinação de cepas probióticas (Bifidobacterium lactis HN019®, L. acidophilus NCFM®, L. paracasei Lpc-37™, B. lactis Bi-07™ e B. lactis Bl-04®) melhorou os sintomas funcionais de quem sofre de distúrbios gastrointestinais funcionais. Dos 188 pacientes com distúrbios gastrointestinais funcionais que participaram da análise realizada pela Universidade do Texas em Houston, nos Estados Unidos, 72,3% eram do sexo feminino com média de idade de 44 anos. Os participantes receberam uma dosagem das cepas por 30 dias e, nesse período, houve melhora da diarreia, desconforto abdominal, gases e distensão abdominal, além de diminuição da frequência de constipação intestinal, observáveis já no 14º dia.

Os probióticos são definidos pela Organização Mundial da Saúde como microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem um benefício à saúde. A partir desse estudo, realizado com cepas da linha de probióticos HOWARU® da IFF, avaliou-se uma melhora significativa entre os desconfortos causados pelos distúrbios gastrointestinais funcionais.

“A identificação e o acompanhamento dessas condições são cruciais, pois têm um impacto considerável nos sistemas de saúde e na sociedade como um todo, por conta de consultas repetidas, investigações e cirurgias desnecessárias”, finaliza a especialista, que participará de simpósio sobre o tema no congresso de nutrição Ganepão 2022, no dia 9 de junho.

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