Clique e assine VEJA SAÚDE por R$ 6,90/mês

Por que o idoso deve tomar cuidado com quedas mesmo após trocar os óculos

Se a visão borrada aumenta o risco de acidentes dos mais velhos, o período de adaptação ao uso de novas lentes também demanda cautela

Por André Biernath - 30 nov 2018, 10h35

Miopia, astigmatismo, hipermetropia e outros problemas que afetam os olhos estão entre as principais causas de tropeços e quedas. Ainda bem que existem métodos para corrigir essas falhas, como as cirurgias e, claro, os óculos. Mas esses acessórios exigem atenção extra: um estudo da Universidade de Bradford, na Inglaterra, descobriu que os primeiros dias de utilização estão relacionados a um maior número de tombos entre os indivíduos mais velhos.

“O médico e o profissional da ótica precisam customizar os modelos de acordo com a característica de cada paciente e passar orientações para evitar esses problemas”, aponta o oftalmologista Leoncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP).

Veja o que acontece na fase de adaptação em cada tipo de lente nova

Miopia: Aperto para enxergar de longe. Os óculos novos deixam os objetos um pouco menores e mais distantes do que a realidade.

Hipermetropia: Há uma dificuldade para ver de perto. Nos primeiros dias após a correção, as coisas aparentam ser maiores e mais próximas.

Continua após a publicidade

Astigmatismo: Distúrbio marcado por uma visão borrada a qualquer distância. O tratamento faz com que tudo pareça levemente desnivelado.

Outras precauções na consulta com o oftalmo

Já caiu? Informe o especialista se você teve algum episódio recente de queda e quais foram os motivos que originaram o acidente.

Dois ou um? Apesar de existirem os modelos multifocais, o ideal é ter um par de óculos para longe e outro para perto. Isso evita confusão.

Vai trocar? Antes de comprar uma nova armação, avise o doutor: quase sempre é preciso fazer ajustes no foco das lentes.

Publicidade