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Para salvar vidas à distância

A telemedicina leva exames e consultas a municípios carentes de Minas Gerais

Por Chloé Pinheiro (colaboradora) Atualizado em 22 out 2016, 18h39 - Publicado em 10 nov 2015, 09h56

Em um país de dimensões enormes, onde muitas pessoas ficam sem assistência médica, a tecnologia pode ser uma excelente aliada. Foi o que mostrou uma iniciativa capitaneada por cardiologistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Com webcams ligadas a um eletrocardiógrafo digital (aparelho que mensura os batimentos cardíacos), plantonistas do Hospital das Clínicas da UFMG atendem moradores de mais de 200 cidades do estado em que não há especialistas em coração. Os profissionais da capital mineira recebem os resultados de exames e, à distância, orientam os médicos de outros municípios a lidar com cada caso. 

Desde o começo do projeto, em 2006, foram realizados mais de 100 mil eletrocardiogramas, quase mil consultas e mais de 2 mil suportes a emergências, em que vidas foram salvas sem a necessidade de deslocamento. A iniciativa gerou ainda uma economia de mais de 7 milhões de reais aos cofres públicos. 

A efetividade do projeto foi reconhecida com o troféu do Prêmio Saúde 2008 na categoria Saúde do Coração. Fora isso, hoje muitos estados usam a telemedicina para garantir assistência a quem vive longe dos grandes centros. O Prêmio, um dos mais respeitados do setor, completa 10 anos em 2015. Acompanhe a reta final clicando aqui.

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