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Os perigos da vaporização vaginal

Essa moda que já chegou ao Brasil promete um monte de benefícios. Mas, na verdade, pode provocar infecções nas partes íntimas da mulher

Por André Biernath
Atualizado em 26 out 2018, 10h25 - Publicado em 26 out 2018, 10h25

Sentar-se sobre uma bacia cheia de água quente e ervas aromáticas virou tendência recentemente entre as mulheres: clínicas e spas em vários cantos do mundo passaram a oferecer a tal da vaporização vaginal às suas clientes. No nosso país mesmo, é até possível encontrar à venda na internet kits para experimentar a técnica em casa.

Seus defensores dizem que os vapores têm efeitos desintoxicantes e tonificadores, além de limparem o útero e reequilibrarem os hormônios femininos. Porém, a história não é bem assim.

“Não existe nenhuma comprovação científica desses benefícios”, afirma o médico Sérgio dos Passos Ramos, da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo. O feitiço, aliás, pode virar contra a feiticeira. “Esses banhos chegam a afetar as bactérias do bem que vivem na região vaginal, o que aumenta o risco de infecções”, alerta.

Três perguntas para entender a moda da vaporização vaginal

A tal técnica não é recente, na verdade. E nem parece cumprir o que promete

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1 De onde surgiu essa história?

Povos da Nigéria e da Coreia do Sul possuem o hábito de fazer essas lavagens e umidificações regularmente. É um costume que passa de geração em geração.

2 Mas como é que ela se popularizou?

O assunto bombou quando a atriz americana Gwyneth Paltrow postou um texto em seu site elogiando a técnica, que já era oferecida em alguns estabelecimentos.

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3 Devo fazer?

A recomendação geral é evitar a prática por causa da falta de resultados em estudos e do risco à saúde que ela representa. Na dúvida, melhor conversar com o ginecologista antes.

Até porque água e sabão neutro são suficientes para higienizar a vulva e os grandes lábios. Não há necessidade de lavar a parte interna e a vagina.

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