Clique e assine VEJA SAÚDE por R$ 6,90/mês

O peso da fé ao encarar uma doença

Novas evidências indicam que a religiosidade faz diferença na hora de lidar com problemas de saúde crônicos e comuns ao envelhecimento

Por André Biernath - Atualizado em 21 Maio 2018, 12h46 - Publicado em 18 jan 2016, 14h50

Para entender o impacto da espiritualidade no tratamento de uma condição, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, acompanharam 169 pessoas acima de 60 anos que passavam por sessões de hemodiálise devido a complicações nos rins. Cerca de 90% dos pacientes seguiam uma religião. Após as entrevistas, ficou claro: pessoas que mantinham uma crença enfrentavam com mais ânimo e menos estresse sua situação, algo que tende a repercutir positivamente no controle do problema. Aliás, esse efeito não parece ficar restrito à doença renal. “A religião oferece suporte emocional e social em diversas circunstâncias nessa fase da vida”, afirma Wilson Jacob Filho, professor de geriatria da Faculdade de Medicina da USP.

Eles creem mais
Como os brasileiros acima dos 60 se relacionam com a fé

  • 89% encontram fortalecimento na própria crença
  • 87% acreditam que ela é um auxílio para lutar contra as dificuldades
  • 87% dizem que a religião fornece total (ou muito) sentido para sua existência
  • 92% declaram que isso é relevante para a sua vida
  • 98% das pessoas nessa faixa etária seguem uma religião

A fé também move as tristezas
Eis a conclusão de uma análise da Universidade de Massachusetts Boston com 7 mil americanos sexagenários, septuagenários e por aí vai. Ela mostra que os casos de depressão são menos comuns entre aqueles que possuem algum credo. “A fé atua como guia moral, promove hábitos saudáveis e serve de apoio em momentos difíceis”, justifica a gerontóloga e líder do estudo, Corina Ronneberg.

Publicidade