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Nem todo produto dito integral é rico em fibras

Ensinamos no que ficar de olho durante a ida ao mercado

Aumentar a ingestão de fibras traz uma série de benefícios ao organismo. Para começo de conversa, a substância é essencial para o bom funcionamento do intestino. Por deixar a digestão mais vagarosa, ainda promove saciedade e, assim, facilita a perda de peso. Essa lentidão é bem-vinda por outro motivo: o açúcar é aproveitado aos pouquinhos. E isso é ótimo tanto para prevenir quanto domar o diabete. Como se não bastasse, a presença de fibras no corpo leva à queda da pressão arterial e do colesterol, uma combinação que blinda contra doenças cardiovasculares.
Ufa, com tantas vantagens, a vontade é ir para o mercado e colocar no carrinho todos os produtos ditos integrais, certo? Mas calma. Apesar do nome, nem sempre eles são boas fontes de fibras. Veja o que deve ser levado em conta antes de fazer a compra:
+ O primeiro passo é verificar a tabela nutricional e também a lista de ingredientes no rótulo. Lembre-se de que, na lista, os itens aparecem em ordem decrescente – ou seja, os primeiros ingredientes são justamente os que estão ali em maior quantidade.
+ No caso dos produtos integrais, nem sempre a farinha integral é o primeiro item da lista. Às vezes o produto é à base de farinha branca, mas tem adição de grãos e/ou farelo. Para tirar a prova, veja o teor de fibras e compare com o de outras marcas. Às vezes, mesmo se tiver farinha branca, a inclusão de grãos pode deixar o alimento interessante.
+ Não vá pela aparência: nem sempre um alimento de cor clara é pobre em fibras. No mercado, há um pão cheio de inulina (uma fibra) que é branquinho. Pães escuros, por outro lado, podem ser resultado de um processo tecnológico.
+ Cuidado com biscoitos ditos integrais. Às vezes eles têm muita gordura e açúcar.
+ Nossa legislação não estabelece uma quantidade mínima de farinha e/ou grãos para o produto estampar que é integral. Logo, se a palavra surgir na embalagem, cheque o rótulo e a lista de ingredientes mesmo assim.
+ Não se empolgue com termos como “pão de aveia” ou “de centeio”. Tais ingredientes têm fibras, mas pode ser que não apareçam em dose suficiente para o produto ser considerado uma fonte fibrosa.