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Maioria dos sabonetes antibacterianos está proibida nos EUA

Segundo agência reguladora, alguns ingredientes presentes nesses produtos podem fazer mais mal do que bem

Por Karolina Bergamo Atualizado em 27 out 2016, 19h08 - Publicado em 5 set 2016, 14h30

Segundo o Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, a exposição prolongada a certos ingredientes encontrados em sabonetes antibacterianos, como triclosan e triclocarban, pode trazer mais riscos do que benefícios às pessoas. Entre os problemas citados estão alterações hormonais e aumento da resistência bacteriana. Ao todo, 19 compostos estão na mira do FDA.

A entidade já havia solicitado aos fabricantes que provassem, por meio de pesquisas científicas, que os sabonetes antibacterianos são mais eficazes que os comuns — o que não foi feito, segundo dados oficiais.  

Leia também: Resistência bacteriana pode matar uma pessoa a cada três segundos

“Os consumidores podem pensar que os sabonetes antibacterianos são mais efetivos para evitar a propagação de germes, mas não existe evidência científica de que eles sejam melhores que água e sabão comum”, afirmou Janet Woodcok, diretora do Centro para Pesquisa e Avaliação de Drogas do FDA.

De olho nisso, as marcas têm um ano para adaptar a fórmula às novas regras da agência americana — algumas inclusive já começaram a retirar os ingredientes banidos da composição de seus produtos. No Brasil, por enquanto, as autoridades não exigiram nenhuma alteração em relação a esses itens de higiene.

 

 

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