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Contracepção e fertilidade: mitos e verdades

Pílula engorda? Endometriose causa infertilidade? Pela falta de informação, dúvidas como essas são tidas como universais, mas há muito mais a esclarecer

Por Abril Branded Content Atualizado em 10 jan 2022, 11h39 - Publicado em 21 jan 2022, 11h00

Falar sobre ciclo menstrual e fertilidade da mulher são tabus até hoje no Brasil. Falta informação para entender melhor as opções entre os métodos contraceptivos e desmitificar questões que estão aí há décadas. Na outra ponta, a dificuldade para engravidar e o congelamento de óvulos são assuntos pouco debatidos – e necessários para a autonomia feminina.

Uma das maiores crenças que envolvem o anticoncepcional é o ganho de peso. “A pílula não engorda”, adianta a dra. Ana Derraik, médica ginecologista e diretora-geral do Hospital da Mulher Heloneida Studart, no Rio de Janeiro. De acordo com ela, não existe relação entre o método e a retenção hídrica. Também não há associação entre os contraceptivos e o aborto: “Os mecanismos variam. Alguns inibem hormônios, outros tornam o muco vaginal mais espesso, mas nenhum anticoncepcional age em momento posterior à fecundação”.

O uso de contraceptivos de longa duração é pouco difundido no país (58% das brasileiras utilizam a pílula)* – e eles são indicados para todas as idades durante o período fértil. “É a classe de contraceptivos mais segura e eficaz. Nem sempre a disciplina da tomada diária é fácil na rotina de mulheres jovens, por exemplo”, diz Ana Derraik.

Também vale esclarecer que o uso prolongado de pílula não leva à infertilidade: “Tão logo seu uso seja interrompido, seu princípio ativo desaparece da circulação sanguínea e os ciclos ovulatórios são restabelecidos”, garante a médica.

Não só a contracepção, mas a fertilidade também é cercada de mitos. Mulheres com apenas uma trompa e um ovário, por exemplo, conseguem engravidar, sim. Algo também muito questionado é a gestação de múltiplos. “Com a melhora das técnicas de fertilização, as taxas de sucesso têm aumentado, e cada vez mais se indica a transferência de um único embrião, o que acaba por reduzir o número de gestações múltiplas”, diz a dra. Thais Sanches Domingues, médica da clínica Huntington Medicina Reprodutiva, em São Paulo.

No entanto, é verdade que hábitos de vida interferem na fertilidade – tabagismo, consumo de álcool, obesidade e sedentarismo, por exemplo. “Mulheres com histórico de aborto também podem sofrer alterações uterinas e, assim, ter dificuldade para engravidar – da mesma maneira que as com diagnóstico de endometriose, que, embora não tenham um impedimento definitivo para engravidar, podem necessitar de táticas de reprodução assistida”, finaliza Thais.

* Pesquisa realizada no primeiro semestre de 2021 pelo Instituto Ipsos, por encomenda da farmacêutica Organon. 

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