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Cinomose: como evitar esta doença do inverno?

A cinomose é uma doença contagiosa grave que costuma aparecer no inverno. É tão grave que pode levar o cão à morte. Ainda bem que dá para prevenir...

Por Redação M de Mulher Atualizado em 28 out 2016, 05h50 - Publicado em 27 nov 2011, 22h00
Cinomose: como evitar esta doença do inverno?

Somente a vacina garante a proteção contra a cinomose
Foto: Dreamstime

O vilão da cinomose é um vírus transmitido pelo ar ou por meio secreções de outro animal infectado. Como ele adora ambientes frios, costuma atacar no inverno. Uma vez instalado, o vírus fica no organismo do bichinho, bem quieto, de cinco a sete dias, à espreita do momento certo para entrar em ação. E aí, implacável, provoca danos gastrointestinais, respiratórios e neurológicos. Os alvos preferidos desse inimigo são o estômago, o intestino, as vias respiratórias, os olhos, o cérebro e a pele. E as principais vítimas são os filhotes, embora os adultos não estejam completamente a salvo.

“Tosse, diarréia, febre, falta de apetite e secreção amarelada nos olhos e no nariz são os sinais mais comuns”, alerta a veterinária Mitika Hagiwara, de São Paulo. “Quando a doença evolui e chega ao cérebro, podem ocorrer convulsões e até paralisia.” Em geral o diagnóstico é feito no consultório. “Quando paira a dúvida, um exame de sangue resolve”, diz Paulo Sérgio Salzo, veterinário especialista doenças infectocontagiosas de São Paulo.

O pior é que não há um medicamento específico para combater o microorganismo. “O tratamento é à base de antibióticos para evitar outras infecções oportunistas, colírios, antiinflamatórios, vitaminas, corticóides e anticonvulsivos, mas ele apenas aplaca os sintomas, evita suas conseqüências e melhora a resistência do animal”, explica Luciana Moro, veterinária especialista em patologia de Minas Gerais.

Aí se vê como a vacina é fundamental. A maior parte dos cães contaminados e não imunizados acaba morrendo. Os animais que se salvam, claro, adquirem imunidade, mas a intensidade e a evolução da doença são imprevisíveis. Então, nem pense duas vezes. “A vacina garante 95% de proteção”, ressalta Paulo Sérgio Salzo. “São três doses. A primeira deve ser ministrada aos 45 dias de vida e as duas restantes em intervalos de um mês”, ensina. Depois basta o reforço anual. “A eficácia aumenta se o animal tomar vermífugo e sempre se alimentar direito”, completa a veterinária homeopata Maria Thereza do Amaral, de São Paulo.

Fique de olho no seu cãozinho

· Nos olhos o vírus causa conjuntivite, produzindo uma secreção amarelo-esverdeada.

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· Se a doença atacar o cérebro, o cão pode ter tique nervoso, convulsões, paralisia e coma. Nesse ponto, as lesões são irreversíveis e costumam levar à morte.

· Quando o vírus se instala no estômago ou no intestino, ele provoca diarréia, vômito, gastrite e perda de apetite.

· No sistema respiratório, os sintomas são febre, tosse, secreção no nariz. Quando o mal se agrava, o bicho pode contrair pneumonia. A cinomose se manifesta na pele em forma de feridas com pus e também pode enrijecer o revestimento do focinho e das patas.
 

Nada de vacilos
 

· Antes de vacinar contra a cinomose, não saia com o filhote para passear nem deixe que ele brinque com outros animais.

· Evite jardins públicos, água e alimentos de origem desconhecida.

· Use desinfetantes comuns nas áreas onde ele circula para exterminar um vírus à espreita.
 

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