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Cachorra perde mais de 13 quilos em programa de emagrecimento

A labradora Luna voltou a ter disposição para brincar e se movimentar depois de participar de pesquisa com um plano dietético contra a obesidade

Bichos também podem engordar e nos impressionar com histórias de perda de peso — com direito às clássicas fotos de antes e depois. Luna, uma labradora de 10 anos da capital paulista, está aí para provar. “Ela chegou à primeira consulta pesando 53,8 quilos, sendo que o ideal seria ter aproximadamente 32”, conta a veterinária Alessandra Martins Vargas, sócia-fundadora da Associação Brasileira de Endocrinologia Veterinária. “Pelo escore de condição corpórea, numa escala de 1 a 9, em que 1 representa um animal magro e 9, um extremamente obeso, a Luna recebeu nota 9”, completa.

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O pior é que a cadela já colhia as más consequências da gordura de sobra. “Percebemos que ela estava realmente acima do peso a partir do momento em que não conseguia mais se levantar sozinha quando estava deitada ou mesmo sentada. Luna se locomovia com dificuldade e ficava ofegante inclusive para se deslocar até o bebedouro”, lembra a dona, Carmen Lúcia, de São Paulo. E como é que a cachorra cruzou a linha da obesidade canina? “Luna frequentemente pedia comida ao longo do dia, inclusive durante nossas refeições. Além do alimento dela, oferecíamos petiscos e frutas”, relata a tutora.

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Luna antes do programa de emagrecimento 

 

Quando os proprietários sacaram que o excesso de peso já minava o dia a dia da labradora, procuraram ajuda especializada. Foi aí que, por meio da clínica da veterinária Alessandra, a paciente peso-pesado ingressou em um programa de emagrecimento para pets que era alvo de um estudo global coordenado pela Royal Canin. No plano de ação, entraram indicações individualizadas de uma ração especial a fim de restringir a ingestão calórica e aumentar a saciedade, além de instruções para conter o chamado comportamento pedinte — quando o bicho vive clamando por um petisco.

E a estratégia funcionou. “Apesar da restrição calórica, os tutores notaram uma grande redução no comportamento pedinte. E isso é explicado pelo efeito do alimento sobre a saciedade, uma vez que ele tem alta quantidade de fibras e baixa densidade energética”, esclarece Alessandra. Ao longo do programa e com a barriga devidamente forrada, Luna e os donos conseguiram desmontar o círculo vicioso que resultava no ganho de peso. “As orientações mais valiosas foram as do manejo nutricional, ou seja, a importância de oferecer um alimento específico, em quantidades adequadas e fracionadas ao longo do dia. Percebemos que a Luna poderia fazer dieta sem aparentar estar com fome”, diz Carmen.

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O programa de perda de peso durou três meses. Conforme a labradora foi emagrecendo, passou a se levantar sem o auxílio dos donos e, em seguida, a fazer caminhadas diárias, algo impossível antes do regime. “Luna tornou-se mais disposta e a dificuldade respiratória foi diminuindo progressivamente”, atesta Alessandra. Cumprido o tratamento, a cachorra já ostentava 40,2 quilos — mais de 13 quilos a menos. “O maior ganho para ela foi definitivamente a melhora na qualidade de vida. Ela se tornou mais ativa e voltou a mostrar interesse para passear”, comemora Carmen.

Na esteira desses lucros, vêm os benefícios de médio e longo prazo à saúde. Alessandra ressalta que a obesidade deveria ser encarada como uma doença grave entre os animais. “Ela diminui a qualidade e a expectativa de vida deles. Cães obesos vivem em média dois anos a menos quando comparados aos que apresentam peso ideal”, alerta.

Luna ainda não está no shape de capa de revista pet, mas digamos que ela e seus donos já conseguiram uma proeza maior: encontrar um caminho para vencer o excesso de peso. 

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Luna após o regime