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Brasileiros são premiados por nova cirurgia fetal

Equipe de São Paulo desenvolve método pioneiro para corrigir defeito congênito ainda na barriga da mãe

Por Chloé Pinheiro (colaboradora) - Atualizado em 27 out 2016, 22h26 - Publicado em 1 set 2015, 09h09

Alguns problemas de saúde são identificados antes mesmo que o bebê saia do útero da mãe. É o caso da espinha bífida, malformação da coluna que pode causar paralisia e hidrocefalia, sequelas que comprometem a qualidade de vida da criança. 

O tratamento dessa condição costuma ser um tanto complexo, mas uma equipe do Hospital Samaritano de São Paulo propôs uma nova abordagem para corrigi-la: por que não consertar as coisas ainda na barriga da mãe? 

Depois de 14 anos estudando jeitos diferentes de realizar o procedimento, a equipe de cirurgia fetal chegou a uma operação menos invasiva, que depende de apenas três pequenos furos no ventre da paciente. 

Com a ajuda de uma câmera, o especialista consegue visualizar e reposicionar nervos na coluna do feto utilizando duas pinças especiais. Muito melhor do que apelar para um corte de 10 centímetros na barriga da mãe — exigido pelo método tradicional —, que implica riscos tanto para ela quanto para o bebê. 

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A técnica é 100% brasileira e coloca nosso país como o segundo no mundo a conseguir reverter a espinha bífida por uma cirurgia fetal de via endoscópica. O primeiro foi a Alemanha, mas a técnica verde-e-amarela leva vantagem por ser até cem vezes mais barata que a versão germânica. 

Pelo pioneirismo, o trabalho do Samaritano foi um dos destaques da categoria Saúde da Criança do Prêmio SAÚDE 2013. Se você é profissional da área e participou de um feito grandioso como esse, que tal divulgá-lo para o país inteiro? Inscreva-se nesta edição do Prêmio SAÚDE: http://premiosaude.com.br/inscricao/.

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