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As novas regras da cirurgia bariátrica

Cláudio Corá Mottin, cirurgião gaúcho, comenta mudanças na operação para reduzir o estomago

Por Redação Saúde é Vital
Atualizado em 28 out 2016, 04h50 - Publicado em 30 abr 2016, 12h00

A recente mudança aprovada pelo Conselho Federal de Medicina em relação ao tratamento cirúrgico de obesos graves é um grande passo. Ela amplia para 21 o número de doenças que, em uma pessoa com índice de massa corporal (IMC) maior do que 35 kg/m2, abrem as portas para a cirurgia bariátrica. Entre esses problemas agora estão asma não controlada, esteatose hepática, disfunção erétil e depressão — eles se juntam a diabete, hipertensão e outros. Isso mostra que esse não é um procedimento estético, mas uma opção que, se bem prescrita, leva a uma grande melhora nas comorbidades relacionadas à obesidade.

Veja o caso do diabete tipo 2. A técnica mais indicada, conhecida como bypass gástrico, modifica o caminho do alimento pelo tubo digestivo. Ao evitar sua passagem pela parte inicial do intestino, gera uma diminuição da resistência à insulina, o que pode ajudar parte dos 11 milhões de diabéticos no Brasil. Outra contribuição da nova resolução é que ela aperfeiçoou as descrições das vantagens e desvantagens de cada tipo de cirurgia, o que serve até para que leigos compreendam melhor esses procedimentos. E foi criado um conjunto de indicadores que, quando somados, definirão o perfil do paciente a se submeter a esse método invasivo. Mas quero tocar em outro ponto fundamental sobre o tema.

Desde que iniciei, em 1988, o desafio de montar uma equipe multidisciplinar para o tratamento cirúrgico de obesos, sabia da grande missão que tinha em mãos. Nessa época, a cirurgia bariátrica começava a se expandir, mas eu já estava convencido de que era só uma parte do tratamento — outras medidas deveriam andar juntas para chegarmos a um bom resultado. Afinal, o paciente tinha (e tem) a necessidade de mudar seus hábitos para essa estratégia funcionar direito. Dessa forma nasceu o conceito de multidisciplinaridade. Hoje, depois de quase 20 anos atuando na área, sei que a tecnologia avançou, mas o tratamento multiprofissional continua primordial. O sujeito que passou por uma operação deve ser acompanhado por toda a vida para não voltar a engordar. Indivíduos muito acima do peso chegam a esse estado devido a uma dieta inadequada e um padrão de atividade física insuficiente.

Leia também: Taxa de obesidade cresceu nas últimas décadas

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E tanto a má alimentação quanto o sedentarismo são maus hábitos adquiridos ao longo dos anos. O mais importante, no fim das contas, é que essas pessoas saibam que a obesidade grave é uma doença na qual elas sempre têm um papel ativo no tratamento.

Dr. Cláudio Corá Mottin é cirurgião bariátrico e diretor do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

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