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O papel dos alimentos industrializados

Produtos prontos de qualidade são bons aliados na montagem do cardápio, sobretudo diante de rotinas cada vez mais atribuladas

Por Abril Branded Content Atualizado em 18 ago 2020, 10h50 - Publicado em 6 fev 2018, 16h53

Desde que aprendeu a dominar o fogo e a notar que ele deixava grãos e carnes com textura mais macia, a humanidade descobriu a comida processada. Ao perceber que salgado ou mantido em temperaturas mais frias o peixe demorava a estragar, nossos ancestrais deram os primeiros passos no desenvolvimento de métodos de conservação. Tirar a casca, picar, cozinhar, fermentar, congelar… Praticamente tudo que comemos sofre alguma forma de processamento. Hoje, a indústria lança mão da tecnologia para replicar em larga escala receitas caseiras – e nos entregá-las prontas para ir à mesa. “O segredo está em equilibrar itens frescos e processados, sem prejuízo nutricional”, diz a nutricionista Elizabeth Vargas, de São Paulo. Ou seja, na cozinha contemporânea há espaço e bons motivos para incorporar produtos industrializados no dia a dia.

Acessibilidade

Independentemente da sazonalidade, a indústria nos permite desfrutar de alimentos entregues em todo lugar, 365 dias por ano, seja inverno ou verão. As polpas de frutas congeladas estão aí para que não faltem sucos e sorvetes de diferentes sabores, em qualquer época.

Conveniência

Não é todo dia que sobra tempo para picar tomate, cebola e outros temperos para levar ao fogo e fazer aquele molho encorpado para complementar uma deliciosa massa caseira – sem falar que nem todo mundo tem essa habilidade na cozinha. Direto das gôndolas do supermercado para a despensa e a geladeira, ter tudo à mão facilita a vida e garante um macarrão suculento no almoço, mesmo nos momentos mais corridos.

Segurança

O processamento elimina bactérias que podem prejudicar a saúde. Maionese caseira, por exemplo, feita com ovos crus, aumenta o risco de contaminação por bactérias como a salmonela. Na versão industrializada, o ovo é pasteurizado, afastando o perigo de infecção alimentar.

Menos desperdício

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), um terço da produção se perde antes do consumo. Você, com certeza, já abriu a geladeira e teve o dissabor de dar de cara com vegetais murchos ou estragados. Na fábrica, os processos de conservação aumentam a vida útil do alimento, permitindo seu estoque e consumo a longo prazo – minimizando, assim, o desperdício. É o caso dos vegetais congelados e do leite pasteurizado.

Fortalecimento

Na indústria, é possível balancear as perdas de nutrientes causadas ao longo do processamento com a adição de minerais e vitaminas. A margarina, por exemplo, ganha vitaminas A e D. Já o Amido de Milho usado no mingau pode ser enriquecido de ferro, vitamina A, vitamina C, vitaminas do complexo B, cálcio e zinco. “Na fase em que a criança reluta em aceitar frutas e legumes, produtos assim funcionam como ótimo complemento, atendendo a necessidades específicas da idade”, pondera Elizabeth.

Dose certa

Há tempos as empresas de alimentos vêm trabalhando para reduzir sódio, açúcar e gordura saturada de suas marcas. É o caso do clássico,caldo em cubos que nos últimos anos diminuiu em 25% a quantidade de sódio. Vale lembrar que nem sempre a comida caseira está isenta do exagero nesses ingredientes. A estimativa é que, no Brasil, o consumo diário de sal seja o dobro dos 5 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde – e boa parte vem direto do saleiro para o prato. Se seguidas as instruções do rótulo, o cubo de caldo para temperar pode até adicionar menos sódio do que as pitadas que colocamos a olho nos preparos.

Comida certificada

De acordo com As Boas Práticas de Fabricação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a indústria precisa atender a uma série de normas e regras que assegurem a qualidade dos produtos, da procedência da matéria-prima ao alimento processado entregue ao consumidor. O Ministério da Agricultura faz a fiscalização dos vegetais in natura e de itens de origem animal, como carne, ovos, leite e seus derivados, que precisam do selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para circular no país.

Sem medo dos aditivos

“Comer é uma experiência sensorial completa. Gosto, textura, cheiro… Tanto é assim que, em casa, usamos colorau para acertar o tom das receitas e deixá-las mais apetitosas”, exemplifica Elizabeth Vargas. Na indústria, os aditivos só entram na composição dos alimentos para atender a uma necessidade específica. Alguns impedem a proliferação de micro-organismos e a oxidação, garantindo a qualidade do produto até o final de sua vida útil. Outros contribuem com a cor, oferecendo uma experiência sensorial prazerosa. Há ainda os estabilizantes, usados para manter a mistura homogênea dos ingredientes. Tudo devidamente quantificado e dentro de valores seguros. Tem até uma sigla específica para isso: IDA, ou ingestão diária aceitável, baseada em evidências científicas do que pode ser consumido ao longo da vida sem risco para a saúde.

 

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