Clique e assine com até 72% de desconto

Cuidado com a cafeína durante a gravidez

Consumo da substância mais conhecida do café é ligado a desfechos negativos durante a gestação

Por Thaís Manarini 26 out 2020, 16h02

Uma revisão de 48 estudos observacionais e outras análises publicada no jornal BMJ Evidence-Based Medicine traz um alerta para as grávidas: a maioria das evidências indica que a ingestão de cafeína (principal componente do café) eleva o risco de problemas nessa fase, como aborto espontâneo, morte do feto, baixo peso ao nascer ou tamanho pequeno para a idade gestacional.

Para os autores da investigação, o correto seria evitar a substância na gestação. A nutricionista Marisa Coutinho, do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo, conta que os possíveis efeitos têm a ver com o poder estimulante da cafeína.

Mas, segundo ela, o segredo é não passar de 100 miligramas e não ingerir todo dia. “As pessoas costumam focar muito no café, mas devemos lembrar que outros produtos levam a substância”, frisa. Sem falar que a concentração também varia dentro de um mesmo alimento.

  • Onde está a cafeína

    Embora o café seja o reduto mais famoso da substância, está longe de ser o único. Por isso, grávidas não precisam considerar todos os alimentos com cafeína ingeridos na rotina. Veja abaixo.

    + Refrigerante de cola (300 mililitros)
    35 mg de cafeína

    Vale frisar que a bebida de guaraná não é isenta: tem uns 4 mg de cafeína

    + Chás verde e preto (200 mililitros)
    30-60 mg de cafeína

    Continua após a publicidade

    O mate também possui cafeína — de 20 a 30 mg

    + Chocolate ao leite (40 gramas)
    10 mg de cafeína

    Atenção: quanto maior o teor de cacau, mais cafeína

    + Energéticos (250 mililitros)
    80 mg de cafeína

    Algumas dessas bebidas concentram um teor até maior da substância

    + Café filtrado (200 mililitros)
    80 mg de cafeína

    Já uma xícara de expresso (30 ml) leva cerca de 75 mg do composto

    Continua após a publicidade
    Publicidade