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Peixes de estimação exigem cuidados especiais

A falta de mão de obra especializada no mercado de espécies ornamentais de peixes está levando a muita doenças neles

Cerca de 1 500 espécies de peixes marinhos e 4 500 de água doce são vendidas no mundo como animais de estimação — no Brasil, trata-se do quarto pet mais comum, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Porém, nem sempre esses bichos recebem o tratamento adequado, o que os deixa estressados e com a imunidade abalada. Isso contribui para o surgimento de doenças, especialmente em bettas, peixes-dourados, carpas, colisas, barbus e tricogasters.

“Os problemas incluem uso de água de má qualidade, alimentação incorreta, ausência de equipamentos e falta de manutenção dos aquários”, relata o veterinário Pedro Henrique Magalhães Cardoso, da Universidade de São Paulo, que liderou uma revisão de estudos sobre o assunto.

A verdade é que os peixes também precisam de proteção fora dos rios e oceanos.

Sinais de encrenca

Fique atento a escamas eriçadas, barbatanas corroídas, olhos esbranquiçados e presença de ferimentos, sangramentos, verrugas e acúmulo de material que lembra algodão na pele dos peixes. São pistas de que eles foram acometidos por vírus, bactérias ou fungos.

“Sem tratamento rápido, tudo isso quase sempre leva à morte” alerta Cardoso.

O que fazer para manter a saúde de um peixe de estimação

Água limpinha: use um filtro ozonizador com radiação ultravioleta no aquário. Ele limpa a água e mata agentes infecciosos.

Aquário nota 10: “Faça as manutenções com produtos próprios do mercado de aquarismo”, orienta Cardoso.

Loja confiável: ela deve ter um técnico qualificado e contar com o aval do Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Ajuda profissional: consulte um especialista antes da compra. Ele ensinará a zelar pelo aquário e pelo bem-estar do peixe.