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Um remédio, dois efeitos contra a osteoporose

O anticorpo monoclonal romosozumabe, primeiro medicamento com ação dupla nos ossos, é liberado no Brasil

Por Chloé Pinheiro 23 mar 2021, 09h42

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso no país do romosozumabe, um reforço de peso frente à osteoporose. A doença que fragiliza o esqueleto atinge, estima-se, cerca de 10 milhões de brasileiros.

Desenvolvido pela Amgem, ele é um anticorpo monoclonal que impede a reabsorção óssea e, ao mesmo tempo, estimula a produção de mais tecido ali. “Nos estudos que motivaram a aprovação, o remédio promoveu um ganho de massa óssea muito superior aos medicamentos já disponíveis”, explica o ginecologista Ben-Hur Albergaria, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

A novidade é indicada para mulheres na pós-menopausa com alto risco de fratura e a pessoas que não obtiveram sucesso com a terapia-padrão. O tratamento é feito com injeções mensais por um ano.

  • Formação e reabsorção óssea

    O osso é um tecido dinâmico. Sua manutenção é feita pelos osteoclastos, células que removem parte do tecido, a chamada reabsorção, e pelos osteoblastos, que promovem a fabricação de mais osso. Com o tempo, entretanto, perdemos a capacidade produtiva e o déficit aparece. A perda do equilíbrio entre esses dois processos é natural da idade, e deflagra a osteoporose.

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