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Pimenta brasileira para combater superbactérias

Conhecida como aroeira-vermelha, ela guarda uma substância poderosa contra bactérias resistentes a antibióticos

Por Ana Luísa Moraes Atualizado em 3 mar 2017, 14h53 - Publicado em 21 fev 2017, 17h59

Quem diria que uma pimenta de sabor adocicado, comum em beiras de rios, pode ser uma boa forma de contra-atacar o Staphylococcus aureus (MRSA), um micróbio perigoso e resistente à penicilina. A descoberta é da Universidade de Emory, nos Estados Unidos — ela só foi possível porque os pesquisadores observaram que curandeiros usavam a planta para tratar infecções de pele e de outros tecidos, como o muscular.

Pelo visto, um composto achado na tal aroeira-vermelha é capaz de reprimir um gene importante da bactéria MRSA. “Basicamente, ele a desarma, prevenindo que solte as toxinas que usa como arma. Assim, o sistema imunológico tem mais chances de curar uma ferida”, disse Cassandra Quave, líder do estudo, em um comunicado.

 

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    Essa substância da pimenta foi testada em ratos com infecções cutâneas. Além combater o problema, não mostrou ser tóxica para a pele do animal.

    Ela também foi testada em células humanas criadas em laboratório, e não causou nenhum tipo de complicação. Apesar de não matar o micro-organismo nocivo, o subproduto da aroeira-vermelha pode aprimorar a resposta imune do corpo, principalmente quando combinada com outros tratamentos. Agora é esperar para ver se os especialistas conseguirão criar um tratamento eficaz a partir de mais esse tesouro nacional.

    Leia mais: As 12 bactérias que mais ameaçam o mundo

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