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Pielonefrite: saiba o que é, os sintomas e o tratamento

Pode chamar de pielonefrite ou de infecção nos rins: o importante é saber que esse problema pode ser sério, e exige cuidados. Saiba como evitar

Por Sílvia Lisboa 7 Maio 2024, 18h28 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h59
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Embora seja mais comum em mulheres, nos homens a pielonefrite pode estar associada a problemas na próstata (Freepik/Freepik)
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As bactérias que habitam o intestino costumam causar infecções em outros órgãos. A Escherichia coli é uma delas, sendo responsável por 90% dos casos de pielonefrite, infecção que acomete os rins, em pessoas que não estão hospitalizadas ou em casas de repouso.

Mas não é a única: o estafilococo, que vive na pele, também pode causar a doença. Em casos mais raros, fungos e vírus também podem causar infecções nos rins.

Geralmente, as bactérias do intestino sobem da região genital até um ou ambos dos rins, causando a pielonefrite, que afeta mais mulheres do que homens. A doença é mais rara que as infecções no trato urinário (ITUs) porque a urina ajuda a expelir os microrganismos.

Mas problemas como cálculo renal, algum bloqueio da uretra, refluxo da urina para a bexiga ou aumento da próstata podem aumentar as chances de as bactérias se alojarem nos rins.

+Leia também: A saúde dos rins precisa de mais atenção (e diagnósticos)

A gravidez também aumenta os riscos porque ocorre uma dilatação dos ureteres, o que facilita o trânsito das bactérias. Já alterações anatômicas do trato urinário podem ocasionar casos de pielonefrite crônica. Pessoas com diabetes e doenças autoimunes são mais suscetíveis.

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Quais são os principais sintomas

Os sintomas da pielonefrite são comuns a qualquer infecção, como febre e náuseas, mas a dor fica concentrada nas costas. Os sinais incluem:

  • Calafrios repentinos
  • Dor ao urinar
  • Micção frequente
  • Febre
  • Dor nas costas e região lombar
  • Náuseas e vômito
  • Dor intensa quando há dilatação dos ureteres, como uma cólica renal
  • Confusão mental no caso de idosos

É preciso ter atenção especial com os idosos e crianças, que podem não manifestar sintomas clássicos. Às vezes, os sintomas mais usuais no idoso não aparecem, e o sinal de que algo está errado ocorre com confusão mental e delírios, evoluindo para sepse (infecção generalizada). Em casos de pielonefrite crônica, pode ocorrer febre intermitente.

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Como é o diagnóstico e tratamento da pielonefrite

Exames de sangue e imagem são os mais indicados para diagnosticar a pielonefrite. A urocultura aponta a presença de bactérias e o tipo, que indicará o antibiótico a ser adotado.

Os exames de imagem são realizados em casos de dor intensa nas costas e quando a febre não cede nas primeiras 72h ou após o início do tratamento. Neste caso, é importante pesquisar a presença de cálculos renais e outros problemas estruturais que podem estar dificultando a cura – às vezes, é necessária uma cirurgia para corrigir o defeito anatômico.

A pielonefrite costuma ceder com antibióticos orais. Uma pequena parcela dos pacientes precisa ser hospitalizada. Homens, por exemplo, são os menos afetados pela pielonefrite, mas podem ter prostatite associada, o que exige atenção extra.

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Em caso de recorrência da pielonefrite, pode ser indicado manter o tratamento com antibióticos por seis meses. Mulheres que estão planejando uma gestação precisam alertar seu médico sobre pielonefrites anteriores.

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