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O impacto da incontinência urinária nos homens

O escape de xixi afeta o bem-estar do público masculino e pode até levar à depressão. Mas é possível tratar o problema

Por André Biernath Atualizado em 13 dez 2019, 10h38 - Publicado em 3 jun 2018, 09h58

O envelhecimento natural da bexiga e a cirurgia de remoção de tumores de próstata são as duas principais causas de incontinência urinária entre os homens. Essa condição, marcada pela perda involuntária de urina, mexe pra valer com a autoestima da ala masculina.

É o que confirma uma revisão de estudos realizada na Universidade de Adelaide, na Austrália. Ela revela que até 42% dos homens com o problema chegam a desenvolver depressão e praticamente todos se saem mal nas avaliações de qualidade de vida. “Muitos se afastam do convívio social com medo do cheiro que estariam exalando ou da necessidade urgente de encontrar um banheiro”, observa o médico Carlos Sacomani, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

O primeiro passo para acabar com esses tormentos é buscar um profissional de saúde e, após o diagnóstico, iniciar um tratamento. Infelizmente, só 30% dos acometidos chegam a marcar uma consulta.

Absorvente para eles

Essa é uma tendência para driblar os empecilhos e as limitações da incontinência. O produto, já disponível em farmácias, tem um bolso onde o pênis é colocado. Quando ocorre o escape, a urina fica restrita a esse espaço. “O absorvente dá mais comodidade e funciona bem nos quadros leves e moderados”, diz o urologista Flavio Trigo, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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Os tratamentos que minimizam ou até curam o distúrbio

Ajustes no dia a diaEnvolvem reduzir o consumo de água e programar visitas regulares ao banheiro.

Fisioterapia: Fortalece a musculatura que sustenta os órgãos do sistema urinário.

Remédios: Comprimidos e injeções de toxina botulínica ajudam a regular a bexiga.

Marca-passo: Um eletrodo estimula os nervos que controlam a saída do xixi.

Cirurgia: Em último caso, dá pra implantar dispositivos que apertam os canais urinários.

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